
O Canhão da Nazaré, como o nome indica fica situado na costa da Nazaré, Portugal.
Recentemente os pesquisadores encontraram, por exemplo, um tubarão a 3600 metros de profundidade, assim como diversas colónias de corais.


Algures entre os 8 e os 10 anos (dependendo da criança), o orgulho da família vai começar a questionar o que lhe dizem para fazer. Quando disser ao seu neto para arrumar o quarto ou apanhar a roupa do chão, não se admire se ouvir algo como “Porquê? Arruma tu!” dos seus até então inocentes lábios.
O fenómeno chama-se adolescência e na maioria dos casos causa muita dor de cabeça, não só aos pais mas também aos avós. Será que está preparado(a) para esta fase?
Richard Gallagher, psicólogo infantil/juvenil e director do Parenting Institute, do University's Child Study Center, em Nova Iorque, explica que a adolescência caracteriza-se sobretudo por uma descoberta de identidade e definição de personalidade e, por isso, é comum os adolescentes desafiarem a autoridade. “Eles fazem tudo para marcar o seu espaço numa tentativa de darem a entender que já são donos do seu nariz”.
Ninguém quer criar uma criança arrogante, rude e insolente, mas muitas vezes é o que acontece quando os pais e os avós não conseguem controlar a situação. Mas nunca é tarde de mais para mudar de estratégia.
Descubra a origem do problema: às vezes a atitude agressiva não é mais do que uma mera reacção a stress, desilusão ou até mesmo cansaço. Lembre-se que é na adolescência que as crianças tentam afirmar-se académica e socialmente, o que pode representar um enorme desafio emocional.
Um problema da cada vez: sempre que tenta falar sobre algo sério eles reviram os olhos ou fingem que não o ouvem? São mal-educados e não o respeitam, sobretudo quando está com visitas ou amigos? Embora, tudo o possa aborrecer o melhor é focar-se num problema de cada vez.
Dê o exemplo: adopte o comportamento que gostaria que os seus netos tivessem para consigo e com os outros. É uma excelente forma de lhes fazer ver como devem reagir aos outros mas sobretudo à família.
Mantenha-se calmo: os adolescentes estão sempre a testar os limites dos pais e dos avós, desafiando a sua autoridade e medindo forças. O descontrolo é visto como um ponto fraco e uma vitória para eles. Por isso, mantenha-se calmo e firme nas suas decisões.
Imponha limites: eles não vão gostar menos de si por estar a estabelecer limites na vossa relação. Pelo contrário, as crianças precisam que lhes imponham limites. E deixe bem claro que embora compreenda a situação não tolera faltas de respeito.
Firmeza: todas as acções têm consequências, sem excepção. Por isso, cumpra as consequências que prometeu, por muito difíceis que sejam.
Valorize as boas acções: mostre o seu orgulho e diga-lhes com todas as letras o que sente.
Joana Guimarães
2010-03-05
Fonte: http://www.grandparents.com

2010-02-22
Em boa verdade, não. Por isso é que há muitos idosos com uma mente inegavelmente jovem e muita gente nova mentalmente envelhecida. Pode parecer um exagero, até mesmo uma impossibilidade, mas não é. Mais: não se trata de uma fantasia mas de uma constatação que os estudos científicos têm vindo a confirmar sucessivamente.
Isto é muito interessante porque a mente deve ser daquelas poucas coisas do Universo que, com o avançar do tempo, em vez de envelhecer revela capacidade para se manter jovem, parecendo contrariar as leis da Natureza e da Vida.
Sabemos que, com o avançar dos anos, o corpo – onde se inclui o cérebro – vai sentindo os efeitos da chamada entropia (uma importante lei da Física que tem a ver com o desgaste e a perda de energia causada pelo tempo e por outros factores nocivos como certos estilos de vida). É o que acontece aos diferentes órgãos do nosso corpo que, cada um no seu ritmo e ao seu jeito, vão perdendo o vigor da juventude e envelhecendo. Aliás, é um processo que começa bem cedo na vida mas de que as pessoas só tomam consciência, sobretudo a partir da meia-idade.
Cérebro vs Psique
Voltando ao assunto da mente. Quer se queira quer não - e por muito que se pretenda acreditar que o cérebro e a mente são domínios distintos de uma mesma realidade - uma coisa é um neurónio ou uma rede de neurónios (observáveis, mensuráveis, etc.) e outra coisa, bem diferente, é um pensamento, uma ideiaou uma recordação. Os neurónios são células e fazem parte do cérebro; os pensamentos, as ideias e as recordações são já do domínio da psique, ainda que esta apenas seja possível graças à actividade do cérebro. O cérebro é um órgão mas a psique (ou mente) é um campo de energia e informação (produzido por aquele).
Aqui chegados já começamos a vislumbrar a natureza da mente. Esta é estruturada e dinamizada pela experiência, os estímulos e as aprendizagens obtidas em cada instante da vida. Assim, quanto mais anos de vida tiver a nossa mente, mais experiência e mais informações podemos acolher, gerir e acumular mesmo que o cérebro vá perdendo neurónios que não escapam à tal entropia (a qual conduz à chamada morte neuronal, ou seja, a morte gradual dos neurónios que pode atingir 10% dos 100 mil milhões que formam os cérebros adultos).
Invista na juventude mental
Levar uma vida saudável (activa, estimulante e criativa) revigora a mente, abre as portas a novos saberes e garante a agilidade do pensamento. Mesmo que o cérebro tenha 70, 80 ou 90 anos de idade, a mente da pessoa idosa não tem que ficar prisioneira do calendário. Ela pode sempre escapar à perda de vitalidade orgânica através do aprofundamento da sabedoria e da utilização das diferentes aptidões e capacidades (novas aprendizagens, saudáveis relações sociais, novas paixões e interesses, actividades produtivas, etc.). É assim que se constrói o chamado “envelhecimento óptimo”.
As mais recentes investigações científicas garantem que uma vida activa e mentalmente produtiva também aumenta a longevidade. E isso acontece porque o que fizermos com as nossas faculdades mentais tem influência directa no estado do organismo. É por isso que a idade cronológica (aquela que celebramos em cada aniversário) não tem de forçosamente corresponder à idade mental.
Levante-se do sofá, saia, mantenha-se um membro activo da sua família, conviva com os amigos (se for necessário faça novas amizades), use a internet, passeie junto da Natureza, leia, interesse-se por diferentes saberes e em pouco tempo perceberá que a sua mente continua com um grande potencial de vida. Vale a pena tentar, pois os benefícios são muito compensadores!
Nelson S.Lima
Ginástica Mental - CEO do Grupo Instituto da Inteligência (Portugal).





