sábado, 25 de janeiro de 2014

M - 469 CROMOS DA VIDA

AMOLADOR DE FACAS E TESOURAS 


À distância no tempo recordo o som da “gaita do amolador” e “vejo” o homem e a sua bicicleta a descer a minha rua.
Associo ainda a esta memória a chegada do Inverno pois além de amolarem facas e tesouras consertavam chapéus de chuva.
 E, quando havia clientes para tal, punham agrafes em pratos e alguidares.
Em meados da década de sessenta  - depois de se fazerem ouvir - paravam para trabalhar junto à esquina do Cinema de Alcobaça, na Rua Afonso de Albuquerque.
 Eram dois homens relativamente novos, originários de Valado de Frades.
 O da fotografia – que consegui mais uma vez graças ao espólio fotográfico da “Taverna do Capador” – e um outro bastante mais alto.
 Nomes ?
 Apesar de muitas tentativas não o consegui. Talvez algum leitor se lembre e me dê uma ajuda.
É uma profissão que se tem vindo a perder ao longo dos tempos.
Mas perdura a memória do som das suas “gaitas de amoladores”:

"FFFIUUUUUUUUUUIIIII.... FFFIIIIIUUUIIUUUU!" 
 "É o amolador! Afia facas e tesouras e concerta sombrinhas!"



JERO

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