CHINEL Nº.5
Uma recente brincadeira no “facebook” fez-me recordar o que muito
chinelei nos meus tempos de comissão no Norte da Guiné (Binta-Farim) já lá vão
muitos anos (1964-66).
Não há nada como ter vinte e poucos anos e ter a arte de desenrascanço
que nasce connosco- portugueses - .

Feito este introito ,comum a todos que foram para África entre 1961 e
1974, tivemos que nos adaptar a viver dois longos anos em clima tropical.
Quem estava no “mato” não andava sempre em operações militares e no quartel (pomposo nome que se dava ,normalmente, a um conjunto de barracões circundado por arame farpado) vestia –quando não estava de serviço – uns calções e pouco mais. Neste “pouco mais” é que entrava o “chinel nº.5”…
Quem estava no “mato” não andava sempre em operações militares e no quartel (pomposo nome que se dava ,normalmente, a um conjunto de barracões circundado por arame farpado) vestia –quando não estava de serviço – uns calções e pouco mais. Neste “pouco mais” é que entrava o “chinel nº.5”…
E passadas umas semanas toda a gente chinelava “à maneira”, como
sempre o tivesse feito durante toda a vida.
E o “chinel nº.5” fazia correr alguns
riscos aos utilizadores, como bem alertavam os médicos e enfermeiros.
Com efeito podia-se contrair a dracunculíase (infecção pelo Verme da Guiné) ou a
elefantíase. Como, infelizmente, se podia constatar em muitos elementos da
população africana.
Mas está claro que “isso” só
poderia acontecer aos outros…e vá de usar o “chinel nº.5”, sendo certo que a
maioria escapou a problemas de saúde.
E quanto ao verdadeiro, ao autêntico “Chanel nº. 5”
quem o usaria ?
A partir daqui o que se
deixa escrito é meramente especulativo.
Se este “produto” bem cheiroso andou na guerra só poderia ter acontecido em Estados-Maiores ou…lá perto, ou seja, em cidades afastadas do “mato”, onde decorriam jantares e festas com a presença de Senhoras de Oficiais.
Se este “produto” bem cheiroso andou na guerra só poderia ter acontecido em Estados-Maiores ou…lá perto, ou seja, em cidades afastadas do “mato”, onde decorriam jantares e festas com a presença de Senhoras de Oficiais.
Sinceramente veio-me à ideia
a Cilinha ( Cecília Supico Pinto) mas se o usou bem o mereceu pois visitou no mato muitos
militares.
JERO (ex-chineleiro nº.5).
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