sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

M194- O POÇO


"-O deserto é bonito - disse o princepezinho.
E era verdade.Sempre gostei do deserto.
Uma pessoa senta-se numa duna.Não vê nada.Não houve nada.
E, no entanto, há qualquer coisa a brilhar em silêncio.
- O que torna o deserto bonito - disse o princepezinho-
É haver um poço escondido em qualquer parte...".

(O Princepezinho, Antoine de Saint-Exupéry)
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Para os cristãos (não será para todos?) começou a Quaresma.

Uma viagem de 40 dias, ou seja, de toda a vida.

Uma travessia de um ‘deserto’.

Um percurso por dentro da alma. Com Deus por companheiro.

Sabemos de onde partimos. Sabemos para onde vamos.

Sabemos com quem vamos. Sabemos para o que vamos.

Não nos perderemos.

Encontraremos O POÇO.

E, em torno dele, mais de nós, mais uns dos outros,

mais de Deus,

bailaremos a dança da RESSURREIÇÃO E DA VIDA.

Vamos?

(Estou a ver qualquer coisa a brilhar em silêncio!)

Padre Carlos Jorge

Pároco de Alcobaça,Maiorga e Cós




M193-FIGURAS ALCOBACENSES (1)

Figuras alcobacenses

1 – José Eduardo Raposo de Magalhães (1844-1942)

Nasce em Alcobaça a 12 de Junho de 1844. Como habilitações possui os graus de Engenheiro Militar pela Escola do Exército de Lisboa e as Licenciaturas em Matemática e Filosofia pela Universidade de Coimbra. Foi fundador da Biblioteca e do Gabinete de Leitura alcobacense (1875) e regente da Orquestra Alcobacense. Profissionalmente dedicou-se de alma e coração à arte da lavoura, nomeadamente à vitivinicultura nas suas propriedades da Quinta da Cova da Onça, Ganilhos e Olival Fechado – espaço da antiga Cerca de Fora do Mosteiro.

A defesa da vinha consome-lhe os dias. Destaca-se como membro da Comissão de Vigilância Antifiloxérica, praga que vinha a destruir desde 1863 a vinha europeia. É o representante do concelho de Alcobaça no júri da Exposição Agrícola do Palácio de Cristal (1880). Os seus vinhos vão para além-fronteiras. Exporta vinhos de pasto, generosos, e aguardentes vínicas para África e Brasil. Obtém prémios nas exposições do Palácio de Cristal (1880), da Tapada da Ajuda (1884) e no Rio de Janeiro (1909). Para além do Dr. José Eduardo Raposo de Magalhães, cumpre também destacar na vitivinicultura alcobacense nomes como os de José Pereira da Silva Rino, a cujos vinhos foi atribuída uma menção honrosa na Exposição de Paris de 1900 e a medalha de ouro na Exposição do Rio de Janeiro de 1909, o de Narciso Monteiro que recebeu a medalha de prata na Exposição do Rio de Janeiro e o de Alfredo Jacobetty que foi agraciado com a medalha de bronze no mesmo evento.

José Eduardo Raposo de Magalhães é primeiro vitivinicultor do concelho a replantar os seus 43 hectares de vinha com castas francesas após o surto da filoxera que atingiu Alcobaça em 1887 e a modernizar as instalações vinícolas, apetrechando a adega do Olival Fechado com esmagadores-desengaçadores em substituição da milenar pisa a pés das uvas, prensas móveis de cinchos, sistema Mabille, em substituição das arcaicas prensas de vara, gerador a vapor para esterilização dos tonéis de atesto, bombas para trasfega e lotação de vinhos.

Republicano dos quatro costados foi o primeiro Governador Civil do Distrito de Leiria ao tempo da República (05.10.1910 a 17.06.1911), mas depressa se desiludiu com a condução política do país e refugiou-se no trabalho. Publica um folheto intitulado – “Aos proprietários agricultores do concelho de Alcobaça” (1911), em que contesta o decreto de 4 de Maio de 1911 sobre o imposto predial baseado nas declarações dos proprietários, tendo a sua voz chegado à Câmara dos Deputados por intermédio do deputado Afonso Ferreira (sessão de 4 de Dezembro de 1911). A sua concepção cooperativa de organização da sociedade, um dos fundos sagrados do ideário republicano, materializa-se no papel de fundador da Cooperativa de Subsistências Alcobacense 5 de Outubro (1916).

António Valério Maduro

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

M192-CRÓNICA DO BOMBEIRO RICARDO


Dia 12/01/2010

Bombeiro de 3ªClasse Ricardo

No Quartel,

Nessa mesma manhã estava a arrumar as viaturas no parque pois no dia anterior houve uma festa de carnaval para os idosos das várias localidades, e então vai o meu colega motorista e diz ainda hoje deviam sair todos os carros na brincadeira e a gente disse “só queres é trabalhar” e aquilo ficou por ali. No fim dos carros no devido lugar fomos tratar dos afazeres de cada um.

Pois toca o telefone e como já é habito tocar tantas vezes a gente não liga, a nosso obrigação é estar de ouvido bem aberto para ouvir no inter-comunicador o que é. Logo passado segundos ouvimos “INCÊNDIO URBANO” ficamos logo como normal com o coração a bater, vamos de seguida a correr para os balneários e diz o motorista “era a brincar”. O primeiro que se farda vai a central buscar os rádios e os dados da ocorrência e quem foi lá buscar fui eu.

Ao Chego à central diz-me o operador a “O.D. Pneus” está arder toda. Nem queria acreditar fui a correr aos balneários e gritei a O.D. Pneus está arder” , e então vamos a correr para a viatura.Já a mesma a trabalhar arrancamos e só queríamos era colocar os Aricas e a pensar que não dava tempo de lá chegar com ele já montado .

Já no caminho,

Quando damos a volta a rotunda da “ Pizzaria” nem queria acreditar o tamanho das chamas e como aquilo estava a arder.

Ao chegar ao local,

ainda parecia pior a altura das chamas, até parecia que a força da chama abanava as árvores, ao mesmo tempo já se via as pessoas a chorar.Daí em seguida até parecia que ganhamos mais força sigo eu com uma agulheta e um lance de mangueiras para a frente e já o calor se sentia de longe, começamos logo a trabalhar parecia que a água não fazia nada. Pedi eu ainda mais pressão foi meu colega atrás pedir mais pressão e ali ficamos ao portão a proteger as exposições haver senão ardia mais. Nem demos como o tempo passava e já se foram 3000 litros de água ,acabou a água voltamos atrás a ver o que se passava e realmente acabou. Andava nosso motorista a procura de uma boca-de-incêndio ou marco de água e nada.

Passado uns minutos chegou um tanque fomos logo a correr para a frente do fogo novamente aqui com bastante água fui para dentro de um compartimento onde eram pneus novos, atacar o fogo com espuma. Aqui neste intervalo de tempo ainda éramos só 4 Bombeiros o chefe fazia reconhecimento o motorista eu e outro Bombeiro.

Naquele intervalo

tempo de vir espuma e não vir meu colega é que tinha que o fazer indo lá atrás meter o espumífero num aparelho e ai fiquei eu sozinho e cada vez ardia mais, cada vez mais calor. Veio espuma só pensei em avançar e avancei porque do outro lado já havia bombeiros à porta mas não conseguiam entrar então mandei eu para lá a espuma e só ouvia o Chefe dizer “boa, boa, boa”. Ganhei ainda mais força.

Nesse mesmo tempo já estava a querer ceder.

Dentro desse espaço do meu lado direito caíu uns ferros eu com medo corro para trás mas eram tantos pneus no meio que eu caio, só pensei e ainda não me esqueci desta frase “ queres ver que vou ficar aqui”, disse eu mesmo para mim. Levanto-me e volto atrás e aparece o meu colega a chamar-me para recuar e recuei. Já aqui o meu aparelho respiratório fazia o aviso sonoro que a garrafa já estava no fim, vim a correr e o motorista viu logo que eu precisava de um novo, retirou logo da viatura abriu e eu meti-o logo às costas e fui a correr para o portão onde estava o meu colega e ali ficámos os dois.

Passado um tempojá havia mais bombeiros e então recuamos para trás para descansar.

Já à tarde

no fim do incêndio dominado e em fase rescaldo fui ao local onde andei e vi realmente o perigo que era ser bombeiro.

Bombeiro não pensa reage logo” é o que eu penso, e muitas pessoas não dão esse valor aos bombeiros.

“Somos Bombeiros de Alcobaça Somos Diferentes”.

Ricardo Santos Barros



Este extraordinário testemunho pessoal de um dos primeiros quatro bombeiros que atacou este violento incêndio resultou de uma troca de mails sobre fotografias que eu tinha tirado no local.O Ricardo contactou-me para eu lhe mandar algumas fotos.Obviamente que lhe respondi afirmativamente e depois desafiei-o para escrever sobre a sua experiência pessoal. Aqui está a sua excelente "crónica".
A sua publicação neste local é a minha humilde homenagem aos nossos bombeiros.
Homenagem que prolongo às suas famílias, que sofrem a bom sofrer quando a sirene toca.
JERO


terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

M191-FOLIA E ALGAZARRA !!! ONDE ???


CARNAVAL EM

A

L

C

O

B

A

Ç

A


UM QUESTÃO DE MAIS VALIA

Em noite de 3ª.feira de Carnaval dei uma volta por Alcobaça. A animação não era muita nem pouca. Melhor dizendo não era nenhuma. Vi duas jovens seguir a caminho da tenda gigante montada frente ao Mosteiro. E fui atrás. Quando entrei senti-me…envergonhado. Já tinha lido uma crítica num blog da região mas afinal era bem pior. Com o devido respeito pelas “tascas” das aldeias serranas do nosso concelho “aquilo” não era melhor.Era maior mas não era melhor. Meia dúzia de “barracas” dentro da tenda…Em linguagem desportiva e comparando com as Tasquinhas de São Simão estas “tasquinhas” do Carnaval de Alcobaça eram da 2ª.divisão distrital,eventualmente, com duas honrosas excepções:a “tasca”dos Pais dos Covões e a”tasca” da Ataíja E tudo isto montado na zona mais nobre da cidade…

Em relação aos dias anteriores tinha ouvido criticar o horário desajustado da abertura das “tascas” e da pobreza dos menus.Quem ia à procura de animação percebia que se tinha enganado na “porta” e seguia rapidamente para outro local.

Percebeu-se que quem fez quis fazer alguma coisa mas…não resultou.

Houve ali uma “questão de mais valia”…

Mais valia não se ter feito nada .

Estas coisas ou fazem-se bem feitas – com tempo e imaginação – ou mais valia dizer que este ano não havia…Por falta de tempo e de dinheiro.

Pela positiva o cartaz promovia e recomendava os locais do concelho onde haviam bons festejos de Carnaval.

Regressei a casa deprimido.

Encontrei um alcobacense de meia idade e disse-lhe da minha tristeza.

-Temos o que merecemos.

E andou.

Fiquei ainda mais desanimado.

Mais valia…ter ficado em casa.

JERO

M190-MARAVILHAS QUE SÃO SÓ NOSSAS


Alcobaça fora das 7 maravilhas





Da lista dos 77 nomeados apresentada em passado recente não constava nenhuma das “nossas” maravilhas.

Em relação à zona Centro só estão agora em “jogo” o Arquipélago das Berlengas, em Peniche, as Grutas de Mira de Aire e as de Alvados, ambas em Porto de Mós, e as grutas da Moeda, no concelho da Batalha. Estão na lista como pré-finalistas do concurso das Maravilhas Naturais de Portugal.

Das actuais 77 vai seguir-se a selecção de 21 Maravilhas finalistas em que, obrigatoriamente terão que estar presentes, no mínimo, um finalista de cada uma das sete regiões do país: Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve, Açores e Madeira.

A entidade organizadora pretende, assim, assegurar a representatividade geográfica do país.

A votação pública decorrerá entre 7 de Março e 7 de Setembro 2010, ocasião em que serão anunciadas as 7 Maravilhas Naturais de Portugal.

Recordamos que a Câmara Municipal de Alcobaça tinha candidatado seis maravilhas naturais do concelho: Baía de São Martinho do Porto, Vale da Ribeira do Mogo, Mata Nacional do Vimeiro - Gaio, Praias de Pataias, Lagoa de Pataias e Serra dos Candeeiros ao concurso “7 Maravilhas Naturais”.

Havia fundamentadas esperanças mas terá faltado alguma “magia” na apresentação das maravilhas alcobacense que, apesar deste desaire, não deixarão de o ser.[1]

Mas mais do que entrar em concursos haverá que preservar e desfrutar das nossas “prodígios” da natureza , que nesta hora de despedida do concurso das 7 maravilhas de Portugal aqui recordamos com uma extraordinário fotografia de Vale Furado, a magnífica praia do norte do Concelho de Alcobaça.

JERO

sábado, 13 de fevereiro de 2010

M189-CONTRASTES DA VIDA

Estas fotografias foram tiradas com dois minutos de diferença!
Pouco passava das 10 da manhã do passado dia 12 de Fevereiro.
Tinha saído de casa para fotografar as caras larocas das crianças das creches e escolas primárias que tinham marcado nas suas "agendas" uma manhã de máscaras e brincadeira...
A sirene dos Bombeiros de Alcobaça começou a tocar e quem estava junto do Estádio Municipal-como era o meu caso - começou de imediato a ver fumo negro, que parecia não estar muito longe...
Fotografei os mascarados que saíam do "Ninho" indiferentes à agitação de carros e pessoas que subiam a rua em direcção à nuvem de fumo negro ,que não parava de aumentar...
Deixei de ver mascarados e vi gente preocupada com a cena de "guerra" que se avistava para lá do "Modelo", atrás da Estação de Serviço da GALP.Viam-se à distância labaredas e fumo, muito fumo.Parecia ter havido um bombardeamento com "napalm"...
Cheguei perto do incêndio.As sirenes dos carros de bombeiros e carros de polícia enchiam o ar de "uivos" que pareciam chegar às nuvens de fumo, mas nada mdavam.Continuavam negras, o que dava para perceber que o fogo resistia ao ataque das dezenas de bombeiros que tinham acorrido ao local.
Uma boa meia hora mais tarde as nuvens de fumo passaram a cinzento.
Mais uns minutos e pareceu que o incêndio estava dominado.Deu então para falar com responsáveis no local e alguma coisa perceber do que tinha passado.

O incêndio tinha atingido um armazém de pneus na Rua do Janeiro, junto ao Modelo de Alcobaça obrigando à intervenção dos bombeiros das corporações de Alcobaça, Benedita, São Martinho do Porto, Pataias e Nazaré (22 viaturas e 60 voluntários).Cerca de 4 mil pneus novos ou recauchutados da empresa "O.D. Pneus" tinham sido consumidos pelas chamas. As razões do sinistro eram desconhecidas.
Regressámos ao Carnaval dos miúdos das escolas da região ...então já frente ao Mosteiro...
O fogo não tinha sido com eles. Riam e brincavam...Tem ainda muito tempo para as "chatisses" da vida.
Que é feita de contrastes.
Uns brincam...outros têm que apagar fogos...

O rescaldo prologou-se até às 18 horas, altura em que o fogo foi dado como extinto. Só mesmo os bombeiros é que se vão lembrar deste longo dia 12, que deu início do Carnaval de 2010. Os bombeiros e os proprietário da oficina de pneus.
Para eles o rescaldo vai durar muito mais tempo...
Contrastes da vida.
JERO

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

M188-HÁ PETRÓLEO EM ALCOBAÇA...

Há petróleo em Alcobaça...

José Marques telefonou-me hoje a dar a novidade.
Mas aonde? perguntei.
Vai ver ao "Tinta"...
Mas é tinta ou petróleo?
Vai ver ao "Tinta Fresca"...
Ok.
É já a seguir.
É só largar o chapéu de chuva e o telemóvel...
Cheguei a casa, instalei-me e fui à procura.
Encontrei sem dificuldade o texto do José Marques.
Segue-se a sua reprodução
(com a devida vénia ao meu amigo Mário Lopes).
JERO
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Há petróleo em Alcobaça…

Em Março de 2006, publiquei um artigo em que afirmei que o petróleo do Oeste é: as praias; a costa atlântica; o Mosteiro de Alcobaça; o Hospital Oeste Norte (decisão de localização até final de Fevereiro, depois da resolução do Conselho de Ministros de 28 de Agosto de 2008 o ter integrado como primeiro projecto do plano de acção do Oeste, investimento de cerca de 100 milhões de euros); o complexo termal de Caldas da Rainha; o pinhal de Leiria; Óbidos; a maçã de Alcobaça; a pêra rocha, o parque nacional da maçã (a criar na mata nacional do Vimeiro; o via Alcoamare (comboio eléctrico de Alcobaça a Nazaré, sobre o leito do rio Alcoa, o parque dos monges (de que já se fala há largos anos); a centralidade face a 50% da população portuguesa, o nosso clima, a beleza paisagística e a dinâmica empreendedora dos Oestinos.

Se estes projectos forem ao terreno até 2013 é possível imaginar 3 milhões de visitantes / ano no concelho de Alcobaça, ou seja o mais visitado do Oeste. O nosso potencial turístico é superior a Óbidos, ouvi de um alto responsável do turismo do Oeste. Viver não custa é preciso é saber. Aos actuais autarcas só lhe resta reinventar a modelo de gestão autárquica, convertendo problemas em oportunidades e assim, percorrer o caminho do futuro, passo a passo, com elevada competência e visão estratégica.

Alcobaça precisa de preparar o previsível impacto concorrencial e atracção comercial provocada pela abertura, no final de Março, do Shopping Leiria Continente.

O www.alcobacacistercampus é um verdadeiro contraponto no sentido inverso.

Os fregueses merecem e têm o direito ao melhor. Se não sabem procurem saber, leiam muito, estudem e pesquisem na Internet. Está tudo lá e em projectos implementados, noutros concelhos, cidades e países (é o benchmarking, ao serviço da procura das boas práticas).

Há petróleo em Alcobaça, onde?

No Mosteiro e no Alcobaça Cister Campus (a criar como um parque temático de Cister e da História de Portugal (assim o Mosteiro fará parte da solução e não parte do problema.

Está ao nosso alcance realizar este sonho de termos o melhor parque temático do passado histórico, desde o séc. III A.C., em Alcobaça.

Ficará como pólo de atracção de turismo interno e internacional de referência e de passagem obrigatória para todos os portugueses e visitantes que na busca do seu enriquecimento cultural ocupando os tempos de lazer com a máxima de fruição, diversão e prazer.

Na Maçã de Alcobaça, com um volume de negócios superior a 100 milhões de euros//ano, envolvendo mais 10 000 postos de trabalho directos e indirectos, (tempo completo e actividade sazonal).

Costumo afirmar que a maçã de Alcobaça é melhor que o petróleo, dela pode derivar quase tudo (sumos de alta qualidade, sem aditivos e conservantes, pizza de Alcobaça; Pão-de-ló de Alcobaça; maçã cozida em lata para aplicação culinária e doçaria, pão de maçã, bolinhos de maçã; bolachas de maçã, leite com maçã, iogurte de maçã, “manteiga” de maça; puré de maçã; álcool (bio etanol) para mover motores, etc. …

Os alunos da escola de química “ Oundle Prince Willam”em Bruntingthorpe, no Reino Unido, estão a desenvolver uma moto movida a maçã. Em quatros meses de trabalho obtiveram bons “frutos” os primeiros testes realizados registaram uma velocidade de 254Km/hora.

Será que poderíamos encontrar forma de promover maçã de Alcobaça, deliciosa e altamente promotora da saúde, fazendo alimentar o autocarro do circuito urbano de Alcobaça a bio etanol produzido a partir da fermentação da matéria-prima: maçã de Alcobaça ou dos produtos residuais das nossas estações fruteiras? Basta transformar o seu motor para bio etanol. Então poderíamos publicitar com grande propriedade: viatura movida a maçã de Alcobaça. Fica o desafio para o executivo municipal, produtores de maçã de Alcobaça e a rodoviária do Tejo.

Então, podemos afirmar que estas alavancas são potenciais poços de petróleo. Assim, o saibam perceber os nossos autarcas, empreendedores e todos os fregueses que querem ver Alcobaça Cidade da Maçã na rota do turismo e na exploração de todas as suas potencialidade, capazes de provocar o aumento da cadeia de valor e criação de riqueza local, regional e nacional e por essa via mais qualidade de vida para todos, desafiando e construindo o nosso futuro colectivo.

José Marques, Freguês de Benedita, 2010-02-06

In “Tinta Fresca”