terça-feira, 13 de outubro de 2009

M57-UM NOVO LIVRO DE MEMÓRIAS,VIVÊNCIAS, USOS E COSTUMES

"No tempo de Salazar,Caetano e Outros, Alcobaça e Portugal”

A melhor homenagem que se pode fazer a um autor é ler o seu livro..
É o que temos vindo a fazer nos últimos tempos em relação à obra de Fleming de Oliveira “No tempo de Salazar, Caetano e Outros, Alcobaça e Portugal” .
Vale a pena referir o que Fleming de Oliveira diz em “Nota” introdutiva em relação ao seu livro :«Este não é um Livro de História, nem Autobiográfico, mas tem como pano de fundo o período do Estado Novo (28 de Maio de 1926 a 25 de Abril de 1974), assumindo-se assim como um registo de memórias, vivências, usos e costumes de um tempo distante, mas com marcas que ainda perduram e correm o risco de se perder.»
As suas dezenas e dezenas de histórias estão “arrumadas” em Livro I (dez capítulos) e Livro II (também com dez capítulos) que são para ler e saborear em quietude e tranquilidade, podendo “saltear-se” páginas para a frente e para trás sem de perder o fio à meada. Estamos a falar da nossa “experiência pessoal”…
Quem como nós somos de Alcobaça desde Abril de 1940 estamos a encontrar muitos histórias do nosso tempo, que nos fazem recordar e reviver tantas “páginas” da vida de todos nós.
A evocação da imprensa periódica de Alcobaça é muitíssimo interessante recordando várias figuras marcantes do tempo. Recordamos algumas com quem tivemos contactos efémeros mas que cunharam indelevelmente os mais jovens no que respeita a valores significativos da vida.: Recordamos, entre muitos, João Lameiras de Figueiredo , João de Oliva Monteiro, Vasco da Gama Fernandes, Amílcar Magalhães, João Maria Sousa Brito , etc., etc..
A importância dos Regedores no Estado Novo com defeitos e virtudes. Pessoalmente recordamos Manuel Ângelo, “Governador Civil de Aljubarrota”, que foi uma figura incontornável no tempo(décadas de 50 e 60)
Políticos e nomes ilustres da cultura alcobacense têm o seu lugar neste livro “que não é de história nem autobiográfica tendo como pano de fundo o Estado Novo”: Joaquim Ferreira Guimarães, José Nascimento e Sousa, Júlio Frederico Biel, antigos Presidentes da CMA. José Sanches Furtado, visto por uma Filha e outros oposicionistas como Alberto Serrano, Artur Faria Borda e Gilberto de Magalhães Coutinho, são personagens de referência neste livro sobre Alconbaça. Também D.António de Campos, Bispo Auxiliar de Lisboa é citado.
Terminamos este apontamento com a (extraordinária) referência à visita de Isabel de Inglaterra a Alcobaça e aos trabalhos feitos apressadamente nos meses que antecederam Fevereiro de 1957.
O Engº. José Costa e Sousa era ao tempo, Chefe dos Serviços Técnicos da Câmara Municipal e é “fonte” privilegiada das linhas que se seguem:«…as obras de desaterro foram alargadas para além do inicialmente previsto…Para as obras da Rua Dr.José Zagalo, conhecida por Ladeira do Mata Galinhas…construiu-se um muro com sacos de cimento, descarregados directamente das camionetas, os quais funcionavam como blocos…Tiveram que ser colocados troncos de pinheiro, cortados no Pinhal da Gafa, alguns com 14 metros de comprimento. Dado que o corte se fez de noite “nunca se soube a razão”…o pessoal municipal trabalhava à luz dos faróis de camionetas…para pegar nalguns troncos era necessário o esforço de mais de 20 homens.Mas “o vendaval num copo de água” – expressão de Costa e Sousa” chegou com a construção das instalações sanitárias para uso dos Reis de Inglaterra
.Havia três entidades responsáveis pelas obras : SNI (Secretariado Nacional de Informação), MOP (Ministério das Obras Públicas) e MNE (Ministério dos Negócios Estrangeiros).. O responsável do SNI queria que fossem utilizadas louças cor de rosa; o da MPO defendia o azul enquanto que o do MNE se inclinava para o branco.Como quem estava mais tempo no local das obras era o técnico da Câmara, Engº. Costa e Sousa, todos lhe diziam nas costas do outro, para aplicar a louça da cor que defendiam. O assunto assumiu tais proporções que o encarregado d SNI ameaçou fazer queixa ao Dr.Salazar, se outra fosse a cor da louça, que não o rosa.


O que se segue é da nossa inteira responsabilidade. Após visita, a que assistimos no meio de grande multidão, dizia-se em Alcobaça que os Reis nem à casa de banho tinham ido. E que se tinham gasto 80 contos para nada…


O autor


O autor, natural do Porto, Fleming de Oliveira vive e trabalha em Alcobaça há mais de 35 anos.


Está de parabéns.
“No tempo de Salazar, Caetano e Outros, Alcobaça e Portugal” é um livro que recomendamos vivamente.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

M56-AUTÁRQUICAS/ QUEM GANHOU AS ELEIÇÕES?


Critérios distintos
por Paulo Alexandre Amaral, RTP actualizado às 04:23 - 12 Outubro '09



PS e PSD reclamam vitória nas autárquicas de 2009





Uma leitura assente em diferentes critérios permitiu a PS e PSD chamarem a si a vitória nas eleições deste domingo (Lusa )



As lideranças de PS e PSD tomaram o palanque para reivindicar vitória, deitando mão a argumentações distintas.




José Sócrates, secretário-geral socialista, sublinhou a superioridade do PS no critério do número de votos e de mandatos.


A líder dos sociais-democratas destacou a vantagem laranja no número de câmaras e de freguesias conquistadas.



Dirigindo-se ao país como chefe do Governo, José Sócrates iniciou o seu discurso com uma saudação a "todos os autarcas eleitos", a quem deixou "uma nota de felicidades" e o desejo de que possam desempenhar um bom mandato.
Logo depois, num discurso que antecedeu a alocução de António Costa, foi já o secretário-geral socialista José Sócrates que tomou a palavra para ler os resultados deste domingo e considerar o Partido Socialista como o grande vencedor não só da jornada eleitoral mas também do ciclo que hoje se fechou com as autárquicas. Com a vitória do PSD no Porto (Rui Rio) e um maior número de câmaras conquistadas pelos sociais-democratas, o triunfo do socialista António Costa em Lisboa constituiu o resultado mais relevante do PS no escrutínio de hoje, ao que se junta a superioridade no total de mandatos e número de votos.
"O Partido Socialista tem nesta noite eleitoral um resultado muito bom", afirmou Sócrates, considerando que "todos os socialistas têm hoje boas razões para estar satisfeitos".
O líder dos socialistas explicou que, "em primeiro lugar, o Partido Socialista é o partido mais votado" nestas eleições (37,66%), em que "obteve mais de dois milhões de votos", o que representa uma subida em relação às últimas autárquicas e também uma subida "em relação às últimas eleições legislativas".
"Pelo critério do número de votos, o PS ganhou estas eleições autárquicas em Portugal" e "ganha também em número de mandatos", sublinhou José Sócrates, que fazia o seu discurso a partir da sede do Rato quando faltava ainda apurar duas dezenas de freguesias.
"Mesmo somando os mandatos do PSD com os mandatos obtidos pelo PSD em coligação com o CDS, a verdade é que o PS vence, obtendo 898 mandatos (em 2005 teve 824)", explicou Sócrates, lembrando que "o PS tem mais 50 mandatos" do que os principais rivais.
Sócrates reconheceu no entanto a vitória dos sociais-democratas quanto ao número de câmaras, o que valeu uma saudação do secretário-geral socialista ao PSD. Mas o líder do PS sublinharia logo após que ainda neste item do número de câmaras, o PS "é o partido que mais cresce", de 110 em 2005 para 132 em 2009.
O número de câmaras, referiu, "é também um critério importante nas eleições autárquicas, mas quero sublinhar que o PS é o partido que mais cresce em número de câmaras, passando das 110 de há quatro anos para cerca de 132".
Nesse sentido, José Sócrates reforçou a ideia de "um bom desempenho" por parte do seu partido, que com mais 22 câmaras em relação a 2005 atinge "um resultado que está muito para além das expectativas de todos no início destas eleições autárquicas", tendo o secretário-geral deixado uma saudação aos socialistas envolvidos neste embate eleitoral, com destaque especial para as vitórias de "Leiria e Beja, duas capitais de distrito onde o PS nunca tinha ganho".
Para a recta final do discurso, Sócrates reservou o elogio a António Costa, hoje reeleito presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
"Quero no final desta noite eleitoral sublinhar a importantíssima e expressiva vitória que o PS obtém em Lisboa", afirmou Sócrates, para reiterar que "António Costa obteve uma histórica vitória em Lisboa porque pela primeira vez o PS sozinho obteve uma vitória muito expressiva sobre a coligação de direita".
Ferreira Leite reclama vitória
"As eleições autárquicas que hoje se realizaram deram a vitória ao PSD" - foi desta forma que Manuela Ferreira Leite deu início a um discurso de vitória assente na ideia de que o partido que lidera manteve o maior número de câmaras e freguesias, o que lhe concede o estatuto de "maior partido português nas autarquias locais".
A líder laranja lembrou na sua alocução a partir da sede nacional da São Caetano à Lapa que nesse sentido o PSD mantém "a presidência da Assembleia Nacional de Municípios Portugueses e da Associação Nacional de Freguesias".
Ferreira Leite passou de seguida a lembrar as conquistas mais significativas deste domingo, com as vitórias em "câmaras importantes ou emblemáticas". A presidente do PSD destacou os casos de "Faro, Espinho ou Felgueiras", sem deixar cair "o reforço de votações nos núcleos urbanos" em áreas como "o Porto, Gaia, Sintra, cascais, Braga, Odivelas e Espinho".
Em relação a Lisboa, a falar numa altura em que não havia resultados definitivos, a líder defendia ainda que "apesar de não termos ganho a presidência da câmara" o PSD podia ainda obter o mesmo número de mandatos do PS, o que não veio a verificar-se, com o escrutínio final a traduzir-se num 9 (mandatos para o PS), 7 (PSD) e 1 (CDU).
Mostrando satisfação pelo que considera ter sido uma escolha criteriosa dos candidatos, Manuela Ferreira Leite tomou "o resultado destas eleições como o justo reconhecimento do trabalho realizado ao longo dos anos junto das populações".
A líder aproveitou a subida ao palanque no derradeiro discurso das hostes laranjas para sublinhar que é no poder local que o "efeito de proximidade permite maior eficácia das políticas", que são escrutinadas "sem o filtro da propaganda enganosa ou da manipulação da opinião pública".
Ferreira Leite quis ainda deixar uma palavra de agradecimento pelo trabalho dos autarcas, a quem reconhece um papel fundamental no auxílio às populações nestes tempos de crise.

M55- 176 ANOS DEPOIS


Fundação Cisterciense Colégio Nossa Senhora da Conceição
A escritura pública de constituição da Fundação Cisterciense Colégio Nossa Senhora da Conceição foi assinada em 9 de Outubro corrente, dois dias antes das eleições autárquicas.

Um discurso com história
Para memória futura registamos o discurso do José Gonçalves Sapinho, no que poderá ter sido o seu último acto público como Presidente da Câmara de Alcobaça.
«1-Ensino Superior em Portugal
Está comprovado que a actual Universidade de Coimbra foi, durante séculos e até ao início do século XX, a única Universidade existente em Portugal. Que é das mais antigas Universidades Europeias, é outra realidade facilmente demonstrada.
É um dado Histórico que a actual Universidade de Coimbra teve a sua génese na Petição dirigida ao Rei e ao Papa, para a criação do Ensino Superior em Portugal.
Está assente que, tal PETIÇÃO, teve como primeiro Subscritor o Abade do Mosteiro de Alcobaça, secundado, curiosamente, pelo Prior de Santa Cruz de Coimbra, e por outros dignitários de Mosteiros e Ordens Religiosas.
A iniciativa pertenceu, assim, ao Abade deste Mosteiro, homem influente, a nível do Reino, e não menos importante, junto do Papa. Lembremos que, na sequência da Fundação do Mosteiro, elo importante na consolidação da Independência Nacional, nada de importante se decidia no reino, sem que passasse por Alcobaça. É, com este poder, e esta força, que surge a PETIÇÃO, liderada pelo Abade de Alcobaça. É, ainda, o Mosteiro que participa na sustentação da Universidade, com meios humanos e financeiros. O papel do Mosteiro, face à Universidade, não se fica por aqui. A exigência da qualidade e o aumento salarial dos Docentes passam, também, em determinada fase, pelo Mosteiro. A Igreja, através das instituições várias, constituiu-se em motor e dinamizador da Universidade.
2-Alcobaça e Coimbra
A ligação de Alcobaça a Coimbra e à Universidade, é, assim, um elemento indestrutível.
Curiosamente, Alcobaça e Coimbra são, também, cúmplices e palcos da mais bela e autêntica História de Amor, que pelo realismo, pela brutalidade e pela determinação dos amantes, empalidecem Tristão e Isolda, e Romeu e Julieta.
Dois acontecimentos de natureza diferente unem Alcobaça e Coimbra.
O cimento da nossa existência passa pelo que somos, pelo que fomos e como fomos, e também pelo que queremos ser.
Que melhores parceiros para projectar o nosso futuro, do que a Universidade de Coimbra e a Universidade Católica Portuguesa? Que melhor para Alcobaça do que juntar, no mesmo projecto, estas instituições, herdeiras de um passado muito rico e único.
3-Colégio Nossa Senhora da Conceição
Mas vamos ao Colégio Nossa Senhora da Conceição, que é, hoje, o centro desta cerimónia.
Decretada a sua fundação em 1648 (Oito anos após a restauração da Independência), a sua actividade como Escola de Ensino Superior, que concede diplomas de igual valor aos concedidos pela Universidade, inicia-se em 1651.
O terramoto de 1755 provoca o seu encerramento.
O Colégio é refundado (2ª fundação), recomeçando a sua actividade em 1759, funcionando, ininterruptamente, até 1833, ano da fuga dos Frades, na sequência das lutas liberais, e por opções políticas desacertadas do tempo que passava. Em 1834, o Ministro Joaquim Augusto de Aguiar aprova o Decreto de extinção das Ordens Religiosas. Feitas as contas pode concluir-se que o Colégio Nossa Senhora da Conceição funcionou durante 176 anos.
4-176 anos depois…a 2ª.Refundação
Como curiosidade, vale a pena referir que desde a sua extinção até hoje decorreram, também, 176 anos.
Assim sendo, e forçando a nota, estamos, hoje, perante a 2ª Refundação para durar, no mínimo 176 anos.
Constatada esta curiosidade, e tentando fundamentar o espírito que nos anima, estamos mesmo a dar início a uma nova era, com a convicção de que a vida não vai ser fácil, de que há muitas dificuldades a vencer e que elas serão vencidas, se os homens e as instituições quiserem.
O facto de a Universidade de Coimbra ter compreendido esta ligação histórica, de a ter valorizado, teve como consequência a celebração, há 10 anos, de um Protocolo com a Câmara Municipal, que veio a dar origem ao Centro de Estudos Superiores da Universidade de Coimbra, em Alcobaça.
Sei que há quem desvalorize este facto. Sei que há quem pense que criar, hoje, uma escola de Ensino Superior é tarefa ao alcance de qualquer Município. Isto só é possível no domínio da demagogia. Perderam-se, no passado, oportunidades de ouro para termos Ensino Superior em Alcobaça. Mas não vale a pena encontrar culpados, nem chorar sobre o “leite derramado”. É um dado objectivo que não foi criado e é, também, um dado objectivo que a tarefa em que, hoje, nos envolvemos é, no mínimo, muito complexa, direi, mesmo, ciclópica.
Só com a coragem e a determinação da Universidade de Coimbra, que se empenhou e empenhou o seu prestígio, foi possível a Criação do referido Centro. E é bom lembrar que aqui têm funcionado actividades culturais, colóquios, lançamento de livros, cursos de curta duração, Pós-graduações e Mestrados. E esclarecer que as Pós-graduações e os Mestrados já vêm publicados no Diário da República, com a estrutura dos cursos, os Numerus Clausus e a forma de concorrer, tudo com a assinatura do Centro de Estudos Superiores da Universidade de Coimbra, em Alcobaça.
Foi necessário seguir este caminho, porque o Governo de há 10/11 anos proibiu, de todo, a proliferação do Ensino Superior Público e Privado, e a criação de Pólos.
Não sendo possível, nem desejável afrontar a Lei, a Universidade de Coimbra ao criar o Centro de Estudos prestou um inestimável serviço a Alcobaça, com olhos postos na História.
5-Alcobaça é Alcobaça
Como dizia, então, um Presidente do Conselho Científico de uma Faculdade, se perguntarem porquê Alcobaça, a resposta é simples, é que Alcobaça é Alcobaça…. A riqueza desta asserção é inalcançável.
Aqui chegados, com o aval da Universidade de Coimbra, repito, é, também, a mesma Universidade que sugere a instituição de uma FUNDAÇÃO para dar corpo Institucional à relação entre Alcobaça e a Universidade de Coimbra.
Por isto, estamos muito gratos ao Magnífico Reitor e à Reitoria da Universidade de Coimbra, pelo impulso que dá a esta acção da Instituição da “FUNDAÇÃO CISTERCIENSE COLÉGIO NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO”.
E não é difícil prever que no espírito deste impulso, está subjacente a vontade de ir mais além, se e quando as circunstâncias o aconselharem.
Não é por acaso que a Universidade está, aqui, hoje, connosco, representada pelo seu máximo responsável, o seu Magnífico Reitor. Quero agradecer-lhe, a forma afectuosa e rigorosa com que se tem empenhado no nosso projecto e a elegância com que, sempre, me tratou. O Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça está muito grato, em nome do Município, pelo percurso até hoje percorrido.
Há razões para ter esperança de que alguma coisa pode mudar.
Desde hoje, através de uma nova Filosofia de Reutilização do Mosteiro.
Há, hoje, propostas objectivas e estudos realizados, com o aval e conhecimento do, ainda, Ministro da Cultura. Não cometo perjúrio, nem me deixo guiar por miragens, se disser que não está longe o tempo em que vai ser possível o Ensino Superior entrar, não no Colégio Nossa Senhora da Conceição que foi demolido, mas no Mosteiro.
E a esperança também passa pela variedade de ofertas que as escolas de Ensino Superior associadas a este projecto, possam vir a implementar.
6-Adesões
Seja a Universidade de Coimbra, por tudo quanto já foi dito, seja a Universidade Católica Portuguesa, que com o seu prestígio Nacional e Internacional, pode trazer inovação, versatilidade e dinamismo m áreas para que tem especial apetência. Dentro do contexto político e educativo em que vivemos, que melhor poderia acontecer a Alcobaça do que vermos a Universidade Católica Portuguesa aderir, e empenhar-se neste Projecto e ver o Magnífico Reitor entusiasmado com a iniciativa? Saúdo a Senhora Vice-Reitora da Universidade Católica Portuguesa, Sr.ª Prof.ª Doutora Maria Luísa Geraldes Barba.
Todos podemos sonhar mais e melhor, mas este acontecimento é uma bênção se soubermos acarinhá-lo e não quisermos ser apressados em soluções que necessitam de tempo e de condições. Não é amanhã que tudo vai acontecer, mas será noutro amanhã que tudo acontecerá.
Não é por acaso que a Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva está connosco. Instituição altamente prestigiada, em áreas de Formação e Ensino, vem trazer ao Projecto uma MAIS VALIA especializada. O seu Presidente, Dr. Luís Calado, aderiu, desde logo, a esta iniciativa, facto com que nos congratulamos, sobretudo porque acredita que as expectativas se vão tornar realidade.
A todos quantos aderiram a este Projecto, a nossa gratidão.
Razões várias determinam as adesões.
A Santa Casa da Misericórdia de Alcobaça, pelo carácter mutualista do seu projecto e por ser, por ventura, a mais antiga Instituição de Alcobaça. Grato à Mesa Administrativa, e, em especial, ao Sr. João Carreira.
A Cooperativa Agrícola, pelo espírito do Cooperativismo e pela vontade inabalável de vencer, após um período de profundas dificuldades. É um símbolo do sucesso. Ao Dr. Manuel Castelhano e à sua Direcção, com destaque para o Sr. Leonel Branco, o nosso reconhecimento.
O Turismo, representado pelo Pólo Turístico do Oeste, e que só é possível pela clarividência do seu Presidente, Dr. António Carneiro, pelo PINHAL ATLÂNTICO GOLFE, aqui representado pelos Senhores José Manuel Carrilho e Albino Costa, projecto privado que constitui uma das importantes apostas do Município e pelo Ecoparque dos Monges, que pretende recriar, num projecto ambicioso, a vida e o tempo dos Monges de Cister. Grato à clarividência do Sr. Alexandre Alves.
A Academia de Música, projecto inovador, de sucesso, na área das Artes vai participar nas nossas ambições, pela mão do Sr. Dr. Rui Morais.
Investidores no Concelho, como são o caso da Mota-Engil Serviços e da Nova Alcobaça, protagonista de um projecto de grande fôlego urbanístico, representada pelo Sr. Eng.º Jorge Rodrigues.
Também não podia deixar de referir a SECIL, que apoiará financeiramente este projecto, não como Instituidor, mas como financiador anual, durante algum tempo, através de Protocolo, específico, a celebrar com a Câmara Municipal, no âmbito de protocolo mais vasto já existente.
O mesmo acontece com a Rodoviária do Tejo, aqui representada, que deseja aderir e só não o faz, hoje, por ausência, durante algum tempo de administradores.
7-Estão lançados os dados.
Após este acto Público da Celebração da escritura, seguir-se-á o reconhecimento pelo Governo e uma vez reconhecido, seguir-se-á o processo de preenchimento dos Órgãos Sociais.
É grande o nosso optimismo?
Direi que é, no mínimo, do tamanho do Mosteiro.
Mas sabemos, como já foi referido, que caminhamos por um carreiro estreito.
Vamos entregar a carta a Garcia.
É isso que exigem, hoje, de nós, a história, o presente e o futuro.

José Gonçalves Sapinho».


O dia 9 de Outubro de 2009 foi um dia histórico para Alcobaça.


A esperança a 2ª.Refundação do Colégio Nossa Senhora da Conceição é, no mínimo, do tamanho
do Mosteiro!
JERO

sábado, 10 de outubro de 2009

M54-QUE HAJA PAZ


Barack Obama é o Nobel da Paz 2009
O Presidente dos Estados Unidos Barack Obama é o galardoado com o Nobel da Paz de 2009, segundo foi anunciado pelo comité do Prémio Nobel esta sexta-feira.
A decisão da organização visa distinguir o «extraordinário esforço» de Obama no «fortalecimento da diplomacia» e para a cooperação internacional, refere a nota divulgada em Estocolmo.
O actual presidente norte-americano não constava da lista de possíveis laureados.
Barack Obama, 48 anos, sucede a Woodrow Wilson (1919) e Theodore Roosevelt (1906), sendo agora o terceiro Presidente dos EUA distinguido com o Nobel da Paz. Jimmy Carter, que também foi Presidente dos EUA (1977-1981), foi distinguido em 2002.
sexta-feira, 9 de Outubro de 2009 10:02
in diário digital

M53-VISITE ALCOBAÇA


FUNDAÇÃO DA ABADIA DE SANTA MARIA DE ALCOBAÇA(1)
A carta da Fundação da Abadia permiter-nos datar este monumento com rigor:
8 de Abril de 1153.
D.Afonso Henriques doou esta nova Abadia a São Bernardo, Abade de Claraval.
Se os Monges abandonassem a Abadia sem prévia autorização régia, esta e todo o seu território reverteriam a favor da Coroa Portuguesa.
Esta cláusula, séculos mais tarde, veio a salvar o Mosteiro.
De facto, quando em 1833 os Monges se puseram em fuga na sequência das lutas políticas e religiosas, o Estado Português entrou legalmente na sua posse.
in ROTEIRO CULTURAL DA REGIÃO DE ALCOBAÇÃ
A Oeste da Serra dos Candeeiros
Coordenação Carlos Mendonça da Silva
Direcção e Organização ADEPA
Edição da Câmara Municipal de Alcobaça
(1)Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, por Cecília Gil e Isabel Costeira
1.2-Fundação da Abadia de Santa Maria de Alcobaça,pp. 21 e 22.





sexta-feira, 9 de outubro de 2009

VISITE O MOSTEIRO DE ALCOBAÇA onde a beleza é eterna!




M52-SE A LUZ FICAR ACESA MAIS DE 4 HORAS...


Creio que todos já viram nos consultórios dos médicos, propaganda a medicamentos.
Contudo estou seguro que esta é a melhor que já vi...

*
UM (IM)PACIENTE ESCREVEU POR BAIXO:
"SE A LUZ FICAR ACESA MAIS DE 4 HORAS
CHAME O SEU ELECTRICISTA
"