Quando Portugal AJUDOU a Finlândia.
O Diário de Notícias publicou a 21 de Abril de 1940 um "bem haja" da Finlândia aos portugueses.
Enviada pelo representante em Lisboa desse país nórdico,a nota diplomática agradece a Portugal a ajuda,tanto em víveres,como em agasalhos,durante a guerra russo-finlandesa do Inverno de 1940-1941."nunca poderá o povo finlandës esquecer a nobreza de tal atitude",podia ler-se no pequeno texto publicado no jornal há mais de 70 anos.
A solidariedade com a Finlândia pode explicar-se pela aversão no Estado Novo a tudo o que fosse comunista,e a Uniäo Soviética estava a atacar o seu vizinho,e também pela simpatia natural do pequeno Portugal por outra pequena nação,sobretudo numa época em que as grandes potências mostravam toda a sua gula conquistadora.
Mas o heroísmo dos finlandeses,que evitaram que Staline os integrasse na União Soviética,emocionou a sério muitos portugueses bem intencionados. Hoje uma boa parte da opinião pública finlandesa mostra não estar nada emocionada com a crise que afecta os portugueses.
E se depender de vários partidos,alguns dos quais podem chegar ao Governo nas legislativas de hoje,não haverá solidariedade com Portugal.
A ideia é mesmo não participar no resgate da dívida portuguesa e quem o defende parece ganhar votos..................(D.N.)
É óbvio que os protestos de cerca de 50% dos finlandeses quanto a mais participações em contribuições económicas de ajuda aos países do Sul da Europa,serão um assunto muito diferente(!),do que foi o auxílio enviado por Portugal do Estado Novo (em géneros e agasalhos),quando a pequeníssima Finlândia (em populacäo de então,cerca de 4 milhões de habitantes),lutava heroicamente,(e com êxito) contra uma Uniäo Soviética incomensuravelmente mais forte.
O contexto actual do auxílio económico terá que ser visto dentro das perspectivas das opiniões públicas da Holanda,Alemanha,Noruega,Dinamarca,Suécia e....Finlândia, que por muito que nos custe ouvir (ou aceitar) se resumem a algumas frases simples como:
"Países cujos Governos säo incapazes de administrar as suas finanças",
"Países cujos Governos CONSCIENTEMENTE,e por expedientes políticos vários,vivem acima das suas capacidades económicas reais",
ou ainda,
segundo os mais primitivos:
"Países que näo trabalham"!
LAPPLAND TO KEY-WEST
AS VIAGENS SAO OS VIAJANTES.O QUE VEMOS NAO É O QUE VEMOS SENAO O QUE SOMOS
Respigado do Blog de J.Belo kl., ex-combatente da Guiné, que vive há mais de 30 anos na Lapónia.
Embora seja uma postagem de alguns dias atrás não perde oportunidade.
JERO
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sábado, 23 de abril de 2011
quinta-feira, 10 de junho de 2010
M 262 - 10 DE JUNHO / DIA DE PORTUGAL

ANTÓNIO BARRETO CRITICOU HOJE O ESTADO E POVO PORTUGUÊS POR NÃO TRATAR BEM OS ANTIGOS COMBATENTES
O presidente da Comissão das Comemorações do Dia de Portugal, António Barreto, criticou hoje o Estado e o povo português por não tratar bem os antigos combatentes e pediu a eliminação das diferenças entre bons e maus soldados.
Na alocução que fez durante a sessão solene das cerimónias do Dia de Portugal, António Barreto afirmou que
"Portugal não trata bem os seus antigos combatentes, sobreviventes, feridos ou mortos", referindo que em termos gerais o "esquecimento" e a "indiferença" são superiores, sobretudo "por omissão do Estado".
Faro, 10 Junho 2010 (Lusa)
Para quem como nós cumprimos serviço militar durante 4 anos , com “direito” a uma passagem pelo Vietnam português (a Guiné) nos longínquos anos de 1964-66 ,estas palavras, embora tardias, sabem sempre bem .E vindas de um “grande senhor” com António Barreto têm um redobrado significado.
Cumprir serviço militar durante 4 anos alterava profundamente a vida de qualquer pessoa e de facto os ex-combatentes tiveram mais tarde que lidar durante muitos anos com o esquecimento, indiferença e também com a hostilidade surda de alguns “democratas” da nova vaga, que não nos perdoaram ter lutado nas ex-colónias.
O presidente da Comissão das Comemorações do Dia de Portugal, António Barreto, criticou hoje o Estado e o povo português por não tratar bem os antigos combatentes e pediu a eliminação das diferenças entre bons e maus soldados.
Na alocução que fez durante a sessão solene das cerimónias do Dia de Portugal, António Barreto afirmou que
"Portugal não trata bem os seus antigos combatentes, sobreviventes, feridos ou mortos", referindo que em termos gerais o "esquecimento" e a "indiferença" são superiores, sobretudo "por omissão do Estado".
Faro, 10 Junho 2010 (Lusa)
Para quem como nós cumprimos serviço militar durante 4 anos , com “direito” a uma passagem pelo Vietnam português (a Guiné) nos longínquos anos de 1964-66 ,estas palavras, embora tardias, sabem sempre bem .E vindas de um “grande senhor” com António Barreto têm um redobrado significado.
Cumprir serviço militar durante 4 anos alterava profundamente a vida de qualquer pessoa e de facto os ex-combatentes tiveram mais tarde que lidar durante muitos anos com o esquecimento, indiferença e também com a hostilidade surda de alguns “democratas” da nova vaga, que não nos perdoaram ter lutado nas ex-colónias.
Houve até uma altura que o que “estava a dar” era mesmo ter sido desertor…
Mas os anos passaram e os ex-combatentes organizaram-se e mesmo “contando” com a omissão do Estado (como hoje recordou António Barreto) conseguiram conquistar o respeito a que têm direito.
Mas os anos passaram e os ex-combatentes organizaram-se e mesmo “contando” com a omissão do Estado (como hoje recordou António Barreto) conseguiram conquistar o respeito a que têm direito.
Este sentimento ,que hoje é extravasado diariamente nos nossos blogues , está particularmente à vista na publicação de numerosos livros da autoria de ex-combatentes que além de legarem testemunhos ... fazem pela vida exorcizando os seus fantasmas.
O desfile de 100 antigos combatentes nas cerimónias de hoje, em Faro, teve obviamente um significado importante, descontando eventualmente alguma exagero na exuberância do “marchar” de alguns dos presentes ,que quiseram aproveitar a oportunidade para se fazer notar. Mas... cada qual é como cada um …e mais do que esses pormenores ...o que interessa salientar é que no Dia de Portugal “eles” tiveram direito a estar lá.
O desfile de 100 antigos combatentes nas cerimónias de hoje, em Faro, teve obviamente um significado importante, descontando eventualmente alguma exagero na exuberância do “marchar” de alguns dos presentes ,que quiseram aproveitar a oportunidade para se fazer notar. Mas... cada qual é como cada um …e mais do que esses pormenores ...o que interessa salientar é que no Dia de Portugal “eles” tiveram direito a estar lá.
Aliás desde há uns anos a esta parte que os ex-combatentes têm festejado o Dia de Portugal no Mosteiro dos Jerónimos e junto ao Forte do Bom Sucesso , à parte e à distância da "Cerimónia Oficial" que é presidida pelo Presidente da República. Esta separação de locais não é do agrado dos antigos combatentes que vêem nesta “separação” uma dificuldade acrescida para fazer chegar as suas vozes a quem detem o poder.
As cerimónias de hoje fizeram-me recuar no tempo e recordar imagens antigas, que guardei num recanto recôndito da minha memória.
As cerimónias de hoje fizeram-me recuar no tempo e recordar imagens antigas, que guardei num recanto recôndito da minha memória.
Recordei eu e todos os ex-combatentes e suas famílias ,que viveram mais de perto com a guerra e com as suas funestas consequências.
Estou a recordar-me das condecorações a título póstumo que então eram entregues às famílias de militares mortos em combate nas cerimónias do Dia da Raça.
Eram imagens dramáticas que nos marcaram para toda a vida.
O tempo passou mas quem perdeu um filho viverá sempre de maneira diferente este dia... dito de Portugal.
O dia 10 de Junho.
O tempo passou mas quem perdeu um filho viverá sempre de maneira diferente este dia... dito de Portugal.
O dia 10 de Junho.
Antigamente o dia da Raça, hoje o dia de Portugal.
Amanhã…o que será?
Amanhã…o que será?
Dia de trabalho!!!
Que os feriados terão tendência a acabar.
Que os feriados terão tendência a acabar.
Por a situação do País ser insustentável...
Quem o disse foi o Chefe do Estado.
Ao estado a que chegámos !!!
JERO
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sábado, 12 de dezembro de 2009
M137-370 ANOS DEPOIS UM NOVO HERÓI DA HISTÓRIA DE PORTUGAL
Em 2009, ou seja, na actualidade percorrer 10.000 quilómetros na Amazónia é sem dúvida um feito, que estará ao alcance de poucos.
E que pensar de quem o fez em 1639!?
O herói chama-se Pedro Teixeira e nasceu em Cantenheda. Foi protagonista desse extraordinário feito quando já contava 67 anos!
Simplesmente extrordinário.
Nunca é tarde para honrar a memória de Pedro Teixeira.
Ou, por outras palavras, mais vale tarde do que nunca.
JERO
JERO
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10.000 QUILÓMETROS PELA AMAZÓNIA EM 1639

Brasil:História do navegador Pedro Teixeira
10 de Dezembro de 2009, 21:04
Brasileiros e portugueses uniram-se para resgatar a memória do militar e navegador português Pedro Teixeira, homenageado hoje numa sessão especial do Senado, após quase quatro séculos da sua expedição pela Amazónia.
Brasileiros e portugueses uniram-se para resgatar a memória do militar e navegador português Pedro Teixeira, homenageado hoje numa sessão especial do Senado, após quase quatro séculos da sua expedição pela Amazónia.
...A grande aventura de Pedro Teixeira começou em Outubro de 1637, quando o navegador foi escolhido como chefe da expedição que concretizaria, dois anos depois, o ambicioso plano de conquistar o Alto Amazonas, à frente de 2500 homens, em cerca de 50 canoas.
A expedição contou com a ajuda de mais de mil índios que chamavam a Pedro Teixeira "Curiuá-Catu" ("Homem Branco Bom").
O regresso a Belém deu-se a 12 de Dezembro de 1639, após uma viagem de mais de 10 mil quilómetros, que resultou na anexação de 4,8 milhões de quilómetros quadrados para a Coroa de Portugal.
Em Fevereiro de 1640, Pedro Teixeira foi nomeado para o cargo de capitão-mor do Grão-Parã, mas morreu no ano seguinte, em Belém.
Os recursos para a recuperação da memória fragmentada de Pedro Teixeira foram garantidos pela Portugal Telecom, que também hoje divulga em Brasília, à margem da sessão especial do Senado, a criação de um prémio com o nome do navegador, para preservar a sua vida e obra.
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