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segunda-feira, 28 de maio de 2012

M - 414 NO JARDIM DA GAFA HÁ SETENTA ANOS...

 MEMÓRIA DE 40





Pode parecer estranho aos mais jovens mas esta foto é a reprodução de um postal da década de 40 onde, por feliz acaso, estou eu, a minha mãe e uma jovem desconhecida.
 Ora como nasci em 4 de Abril de 1940 e na foto já me equilibro de pé presumo que o postal será de 1942 , ou perto.
O "espaço" é o do jardim frente à Câmara Municipal de Alcobaça.
Por sinal com "evidências" de estar muito bem cuidado.
Ainda me lembra destes de bancos de jardim e de uma grande queda de bicicleta neste local quando já tinha uns 10 ou 11 anos de idade. Armei-me em "bom" e estendi-me ao comprido...
Aquela velha história: Olha pra mim ...sem mãos, sem pés...sem "dentes"! Velhos tempos...
JERO

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

M 383 BONS DA BOLA

VETERANOS

GINÁSIO DE ALCOBAÇA, 2 SPORTING CLUB DE PORTUGAL, 2

A festa de homenagem a Lourenço abriu, como não podia deixar de ser, com um jogo de futebol.
No escalão de “Veteranos” como faz parte da tradição .
Muitas caras conhecidas e embora com alguns formatos arredondados mostraram que quem sabe nunca esquece.
Assim também os joelhos e as "cruzes" se esquecessem do "PDI"...

A equipa da casa não desiludiu e retribuindo a simpatia dos visitantes, que se tiveram de levantar bem cedo para estar em Alcobaça àquelas horas madrugadoras – o jogo começou às 11h00 – “deu a bola” aos lisboetas, que jogaram quase sempre no meio campo do Ginásio.
Os veteranos do Sporting podiam ter ganho por mais de 10 golos de diferença mas não o conseguiram.
 E estiveram em risco de perder.
 Se não fosse um árbitro anti-caseirão e um guarda-redes local colaboracionista tinham perdido por 2-0.
Mas também não ficaria bem aos locais, que acabaram por fechar o jogo com um resultado comercial, ou seja, um empate a duas bolas.
 Não perderam o “cliente” e o seu palmarés também não perdeu “pontos”.

Sob a arbitragem de Miguel Cavem, auxiliado por Emanuel Tomé e Horácio, as equipas alinharam:



Ginásio de Alcobaça:
(De início) Nuno, Zé Dias, Aníbal, Pinto, Zé Borrego, Victor Semião, António Carvalho, Jaime, David, Isqueiro e Jorge Vieira.
(Substituições) Jorge Carmo, Sérgio Francisco, Álvaro, Zé Pinhão, João Borrego, Zé Tó e Paulo Peça.

Marcadores dos golos: Isqueiro e João Borrego

Sporting Club de Portugal:
(De início) Melo, José Eduardo, Brito, Paiva, Fernando Mendes, Virgílio, Alberto, Freire, Edel, Oliveira Pinto e Craveiro.
(Substituições) João Almeida, Quicas, Sabugo, Victor Martins, Baptista, Pereirinha, José Carlos, Albino, Adriano e Mergulhão.

Marcadores: Pereira (g.p) e Martins.

Felizmente que as duas ambulâncias que estiveram de prevenção nas imediações do Estádio Municipal regressaram a quarteis sem terem sido utilizadas...

JERO

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

M 308 - RONCO NA TABANCA DO CENTRO EM OUTUBRO VINTE SETE

6º Encontro da Tabanca do Centro, em Monte Real, claro.
Apresentaram-se na Pensão Montanha às 13H30.
Poucos mas bons e… cá com um fastio!!!
Agostinho Gaspar, Armando Cristóvão, Belarmino Sardinha e Antonieta, Carlos Cruz, Joaquim Mexia Alves, JERO, Luís Rainha e Dulce, Miguel Pessoa e Giselda disseram “presente” ao encontro de 27 de Outubro. Tantos quantos uma equipa de futebol mas sem “banco”…
Disseram “presente” mas não conseguiram comer todo o “cozido à Monte Real” que a Dª. Preciosa lhes pôs na mesa. É verdade que faltaram alguns bons garfos (José Dinis, Vasco da Gama, António Graça de Abreu, Juvenal Amado, etc.) mas perdemos (sem apelo nem agravo) o “desafio”: Dª. Preciosa 1 travessa e meia de retorno / malta do 6º.encontro- quase “zero”. Instalou-se algum desânimo do “grupo dos 11” de tal maneira que se está a pensar num leitão à moda da “Boavista” (Leiria) para no mesmo local (Monte Real) recuperarmos algum do prestígio perdido…Foi difícil encarar os vizinhos das mesas circundantes quando a travessa e meia do cozido foi recolhida à cozinha!

Mas vamos ao relato das conversas tidas e ouvidas. O Joaquim Mexia Alves esteve no seu melhor. E o Belarmino Sardinha não lhe ficou atrás. Pelo meio – o fotógrafo de serviço Miguel Pessoa – teve alguns apartes de grande nível. Isto passou-se do lado direito da mesa. Na parte da esquerda - não duvidamos do nível das conversas - mas não “chegámos” lá acusticamente falando.Vamos portanto ao relato resumido do que ouvimos.
Marcelo Rebelo de Sousa, que JMA tratava por tu, foi protagonista de um “desaguisado” na marginal de Lisboa para Cascais. Foi há um bom “par de anos”, (durante um período de férias da Guiné em que JMA esteve por Lisboa), e Marcelo falava “de cátedra” da “guerra da Guiné”. Na curva frente ao Mónaco o Joaquim mandou parar o carro e saiu para apanhar o comboio e assim evitar males maiores.
Como não podia deixar de ser a Guiné, Gadamael, Spinola e Almeida Bruno foram tema de conversas cruzadas mas consensuais.
O tema “política” também veio à baila com muitos e variados comentários em relação a Sócrates (não publicáveis), Presidente Cavaco e outros candidatos à Presidência. Manuel Alegre ocupou algum tempo da discussão mas as conclusões também não são publicáveis. Depois falou-se do “voto útil” e de Fernando Nobre, um candidato credível para alguns, mas a quem as sondagens atribuem pouco mais de 5%.
Antes do regresso “às origens” falou-se dos Doces Conventuais em Alcobaça (de 18 a 21 de Novembro) e do leitão da Boavista que poderá “aterrar” em Monte Real em 24 (4ª.feira) ou 26 de Novembro (6ª.feira).
Será uma data a combinar em futuro próximo.
No regresso a Alcobaça ouvi na rádio e depois da televisão que as negociações sobre o orçamento de 2011 - entre Governo e PSD - tinham dado em nada…
Já no meu maple preferido – preparado para descansar um pouco das “emoções” do 6º. Encontro – lembrou-me do José Marcelino Martins, especialista de Santos e Padroeiros. A quem é que nós devemos “pedir” para esta malta que nos governa (ou desgoverna) ganhar “juízo”? Isto é pôr os interesses do País acima dos interesses eleitorais e/ou partidários!
Até lá…haja saúde…e coza o forno!

JERO



quarta-feira, 18 de novembro de 2009

M115-O ULTIMO VÔO DO "SACADURA CABRAL"


Completam-se amanhã 32 anos sobre o grave acidente do aeroporto do Funchal, que custou a vida a 130 passageiros e tripulantes.


Fui despertado para esta trágica memória pela reportagem do "Expresso" ,que reproduzo seguidamente. Neste vôo "425" seguia como tripulante um amigo dos (velhos) tempos do Colégio do Dr.Cabrita: o José de Paiva Silveira.Filho do conhecido e saudoso Dr.Laborinho, o médico que mais "alcobacenses" ajudou a vir ao mundo no "seu" Hospital do Sítio da Nazaré.O Zé Silveira,nado e criado na Nazaré, foi um sobreviventes deste terrível acidente, por na altura da queda estar sentado na parte de trás do avião. Felizmente que o Zé escapou com vida e ainda está por cá.
A fotografia que reproduzimos foi tirada em recente convívio de antigos alunos do Dr.Cabrita, em Aljubarrota, na Estalagem do Cruzeiro. A bonita jovem que o abraça carinhosamente é a sua irmã mais nova.

JERO

19 de Novembro de 1977
O VÔO 425

Era uma noite de sexta-feira, invernosa e negra, com a chuva a bater forte devido ao vento. O Boeing 727 da TAP com o número 425 e nome de baptismo "Sacadura Cabral" havia partido de Bruxelas e feito escala em Lisboa com destino ao Funchal. A chuva copiosa, puxada a vento, e as constantes trepidações levaram o comandante do avião, João Costa, a comunicar que o jantar não seria servido.
Foi uma viagem interminável, que acabou tragicamente às 21h45 em cima duma ponte, no limite oeste do Aeroporto de Santa Catarina, despenhando-se o aparelho depois no mar, de uma altura de 50 metros, e incendiando-se num ápice. 130 dos seus 164 passageiros morreram, a maioria deles carbonizada.
Aquela que para alguns era uma viagem de fim-de-semana e para outros o regresso a casa após uma semana de trabalho no continente terminava de forma brutal. As condições climatéricas foram apontadas como a causa primeira do desastre, e o relatório com as conclusões técnicas do acidente revelou que o vasto lençol de água depositado na pista havia provocado o fenómeno de aquaplaning.
A catástrofe relançava novamente um problema constantemente abordado pelas autoridades madeirenses: o da exiguidade da pista, com apenas 1700 metros de comprimento. A pista 'difícil' - como era conhecida - assim se manteve até Setembro de 2000, data em que passou para os actuais 2781 metros.
Rui Ochôa
Texto publicado na edição do Expresso de 14 de Novembro de 2009