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sábado, 1 de maio de 2010

M 242 - COMENTÁRIOS QUE MERECEM SER POSTAGENS


comentários:

Áurea disse...

Faz hoje dois anos que a minha

já daqui se foi embora

Agora só tenho a saudade

Duma mãe querida em bondade

Que junto a mim já não mora.


A propósito do que acabei de escrever, vou partilhar um poema, que escrevi, na noite que a minha mãe faleceu e que li para ela, no cemitério, antes de descer à terra.


Mãe Querida


Obrigado meu Jesus

Pela mãe que nós tivemos

Ela nunca te esquecia

Hoje nós ta oferecemos


Cinquenta e sete anos com ela

Com carinho e alegria

Cantou, viveu, trabalhou

E às vezes por nós sofria


Foi um grande privilégio

Ter uma mãe tão querida

Que vai ficar na lembrança

Para toda a nossa vida


Foste uma boa mãe

Muito alegre e divertida

Tu Fizeste sempre o bem

Durante toda a tua vida


Com uma palavra amiga

Ou com um "bem" material

Tu eras sempre conforto

Para quem estava mal


Ela na vida! Jesus!

Tudo te agradecia

Ontem vieste buscá-la

Para tua companhia


"Mãe querida, mãe querida

O melhor que a gente tem

Não há outro amor na vida

Igual ao amor de mãe!!!"


02-05-2008

BJO

Áurea

quinta-feira, 29 de abril de 2010

M- 241 - DOIS DE MAIO

Dia da Mãe

por Ana Maria Monsanto em 28 abril 2010 ás 11:40

Nas vésperas do Dia da Mãe, queremos saber a história da sua: que recordações guarda e em que medida ela o influenciou.
Terá sido tanto quanto ao poeta Carlos Drummond de Andrade?

SEMPRE
Porque Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura,
ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve
e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Porque Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe, não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto do seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Por Carlos Drummond de Andrade
- poeta brasileiro