Mostrar mensagens com a etiqueta De vez em quando ...a procura do sentido da vida. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta De vez em quando ...a procura do sentido da vida. Mostrar todas as mensagens

sábado, 2 de junho de 2012

M - 419 UMA DROGA DE VIDA...


Drogas legais, basta dizer que 
não são para consumo humano 

Todos os pais e jovens devem divulgar isto. Não deixem os vossos amigos, filhos e vizinhos sem saber o que se esconde numa simples ida à discoteca, ou numa viagem. As drogas assassinas venda legal?

Tem sido comum tropeçar em noticias que divulgam casos de pessoas, principalmente jovens, que se atiram ou caem de locais fatais, por causas desconhecidas. Muitos talvez considerados suicídio ou acidente...

Decidi questionar-me sobre este problema, que parece que passa despercebido de todos...
 Será que as pessoas já repararam que existe uma nova tendência para o consumo de drogas novas, estranhas e sintéticas, das quais se desconhecem a maioria dos efeitos adversos? E será que são detectáveis pelas autoridades, nas analises de perícia, para drogas comuns?
 Será que a maioria dos pais está a par, das lojas legais de venda dessas drogas, que estão a ser lançadas em Portugal? 

"Substitutos de ecstasy e LSD, ervas e cogumelos vendem-se em lojas de Lisboa e Aveiro "A tua loja de drogas legais". "A trip é tão forte que dá para ver elefantes brancos ou coisas cor-de-rosa... perde-se totalmente o controlo e há tendência para cair.
Há quem diga que as chamadas "legal highs" são comercializadas porque aproveitam buracos na lei. José Pádua, director clínico do Instituto da Droga e da Toxicodependência vai mais longe: "Muitas destas substâncias são legais, porque na lei não está previsto o seu uso humanoNão vamos proibir sabonete só porque alguém se lembrou de o consumir", explica. "
 fonte
Para além deste problema legal, que é facilmente contornado pelos fabricantes e vendedores destas drogas, que chegam a usar herbicida e outros químicos igualmente tóxicas, para as fabricar, ainda existe o problema de serem vendidas apenas com a indicação de que não são para consumo humano... o que os iliba de qualquer responsabilidade e de avisar os compradores dos perigos que correm.
Por exemplo a Pure Bloom  provoca a sensação de que as pessoas conseguem voar...
A LSD que faz parte da composição de muitas drogas com outro nome, o usuário torna-se incapaz de avaliar situações de perigo, julga-se com capacidade de força irreal, podendo envolver-se em acidentes em geral; por exemplo em uma alucinação, pretender voar e cair de uma janela, ou ignorando os perigos do mar e avançando pelas suas águas!

Ecstasy ou MDMA também conhecida como a "droga do amor", apesar de não ter efeito afrodisíaco como se apregoa. Tem também efeito alucinogéno, o que é duplamente perigoso. O usuário acredita que pode voar ou andar sobre as águas.

Clavicepis purpurea São drogas sintéticas, e provocam distorções sérias no funcionamento cerebral; o usuário sente-se um "super-homem", incapaz de avaliar situações de perigo; ilusões, alucinações e desorientação têmporo-espacial são comuns.- Sensação paranóide de poder voar 

As noticias vão somando casos e ninguém faz referência ao facto de poder existir uma relação com estas drogas.
"As substâncias são comercializadas com embalagens em que está escrito que contêm produtos não aptos para consumo humano. Desta forma evitam a vigilância sanitária e as autoridades que verificam produtos de consumo", diz Gallegos.

Muitas das novas drogas são vendidas em smart shops, lojas que comercializam assessórios que podem ser ligados ao consumo de drogas (cachimbos especiais, papéis de cigarro, "moedores"), cogumelos alucinógenos (que são liberados em vários países) e produtos em geral apresentados como não aptos ao consumo humano.

Gallegos conta que a mefedrona – um estimulante com efeitos semelhantes à cocaína e ao ecstasy – apresentava na embalagem a indicação de que era um fertilizante, não indicado para ser ingerido por seres humanos."

sábado, 18 de fevereiro de 2012

M - 410 E S T A T Í S T I C A

ESTATÍSTICA

Contribuição para a estatística, Wislawa Szymborska
Em cada cem pessoas:
sabendo de tudo mais do que os outros:
- cinquenta e duas,
inseguras de cada passo:
- quase todas as outras,
prontas a ajudar
desde que isso não lhes tome muito tempo:
- quarenta e nove, o que já não é mau,
sempre boas porque incapazes de ser de outro modo:
- quatro; enfim, talvez cinco,
prontas a admirar sem inveja:
- dezoito,
induzidas em erro
por uma juventude afinal tão efémera:
- mais ou menos sessenta,
com quem não se brinca:
- quarenta e quatro,
vivendo sempre angustiadas
em relação a alguém ou a qualquer coisa
- setenta e sete,
dotadas para serem felizes:
- no máximo vinte e tal,
inofensivas quando sozinhas
mas selvagens quando em multidão:
- isso, o melhor é não tentar saber nem mesmo aproximadamente,
prudentes depois do mal estar feito:
- não mais do que antes,
não pedindo nada da vida excepto coisas:
- trinta, mas preferia estar enganada,
encurvadas, sofridas,
sem uma lanterna que lhes ilumine as trevas
- mais tarde ou mais cedo, oitenta e três,
justas
- pelo menos trinta e cinco, o que já não é nada mau,
mas se a isso juntarmos o esforço de compreender
- três,
dignas de compaixão:
- noventa e nove,
mortais:
- cem por cento,
número que, de momento, não é possível alterar.
Wislawa Szymborska


Ouvi este poema ontem, dito pelo escritor e psiquiatra João Lobo Antunes, no programa da RTP “ESTADO DA NAÇÃO”. Foi seu colega de painel D.Manuel Clemente, Bispo do Porto.
Valeu a pena.
É daqueles momentos que nos levam a pensar que é um privilégio estar vivo e atento ao que se passa à nossa volta.

Como o saber não ocupa lugar transcrevo seguidamente a notícia do jornal “PÚBLICO”, respeitante à morte da poetisa polaca.


JERO


Aos 88 anos, em Cracóvia
Morreu a poetisa e Nobel da Literatura Wislawa Szymborska
01.02.2012 - 21:30 Por AFP
A escritora polaca deixa uma vintena de colectâneas de poemas (REUTERS)
A poetisa polaca Wislawa Szymborska, Nobel da Literatura de 1996, morreu esta quarta-feira, aos 88 anos. Deixou uma obra que é uma reflexão filosófica e lúcida sobre o mundo, impregnada de humor e de um grande lirismo.


Autora de uma vintena de colectâneas de poemas, marcados por uma reflexão filosófica sobre as questões morais da nossa época, escritos numa forma poética muito cuidada, Szymborska manteve-se afastada da vida política.
Mas em Maio de 2007 juntou-se aos intelectuais polacos que acusaram a direita conservadora dos irmãos gémeos Lech e Jaroslaw Kaczynski (então Presidente da República e primeiro-ministro) de “não compreenderem” a democracia e “tentarem enfraquecer e renegar instituições de um Estado democrático como os tribunais independentes e as os media livres”.
Em 1975, ainda sob o regime comunista, juntou-se também aos intelectuais que protestaram contra a decisão do Partido Comunista Polaco de inscrever na Constituição a cláusula de “aliança eterna” com a União Soviética.
A Academia Sueca valorizou-a como “representante de um olhar poético de uma pureza e de uma força raras”.
Os seus poemas, com uma grande variedade estilística, são claros, geralmente curtos, frequentemente dando-se ares de aforismos. Inspirada por Descartes, mas também por Pascal ou Montaigne, agnóstica, pratica a dúvida metódica.

“Morreu tranquilamente, durante o sono”, na sua casa em Cracóvia, anunciou o seu assistente Michael Rusinek.


Mortal 100%,
 mas com uma tranquila partida "na sua hora".
JERO











sexta-feira, 11 de junho de 2010

M 263 - TERTÚLIA DE POESIA


BENEDITA
19 DE JUNHO PELAS 21H30


3.ª Tertúlia de Poesia agora na Escola Frei António Brandão
Vai acontecer mais uma “Tertúlia de Poesia” numa organização e apresentação de Áurea da Mata e Pedro Mateus no dia 19 de Junho (sábado) desta vez na Benedita na Escola Preparatória Frei António Brandão pelas 21h30m.

Se gosta de poesia, apareça e poderá ouvir declamar e quem sabe, declamar também algum poema...

A iniciativa é aberta a todos! Vamos a isso?!
Acácio Ribeiro



Apareçam, que eu estou

Nesta organização

Gostava que os amigos

Que para mim, são queridos

Estivessem, de coração!!


Várias pessoas amigas

Irão ler e declamar

O espaço é agradável

O encontro sociável


E penso, que vão gostar

Porque a vida, meus amigos!

Não é só de correria...

Vamos parar um tempinho

É à noite, um “bocadinho”

Vamos ouvir poesia!!
Áurea da Mata
Se Deus me der vida e saúde ...eu vou lá estar.
JERO

segunda-feira, 3 de maio de 2010

M 243 - VAMOS LUTAR POR UMA ESCOLA MELHOR


Só quem está no ensino – ou por perto - percebe a dimensão do problema.
Vejam isto!
PARTICIPAÇÃO DISCIPLINAR MUITO GRAVE:


Professora agredida: Leonídia Marinho
Grupo Disciplinar: 10º B – Filosofia
Agressor: +++++++++++

Contextualização:

Dia vinte e seis de Março de 2010.
Último dia de aulas. Às 14 horas dirigi-me à sala 15 no Pavilhão A para dar a aula de Área de Integração à turma 10º DG do Curso Profissional de Design Gráfico.
Propus aos alunos a ida à exposição no Polivalente e à Feira do Livro, actividades a decorrer no âmbito dos dias da ESE.
A grande maioria dos elementos da turma concordou, com excepção de três ou quatro elementos que queriam permanecer dentro da sala de aula sozinhos.
Deixar que os alunos fiquem sozinhos na sala de aula sem a presença do professor é algo que não está previsto no Regulamento Interno da Escola pelo que, perante a resistência dos alunos que não manifestavam qualquer interesse nas actividades supracitadas decidi que ficaríamos todos na sala com a seguinte tarefa: cada aluno deveria produzir um texto subordinado ao tema “A socialização” o qual me deveria ser entregue no final da aula.
Será preciso dizer qual a reacção dos alunos?
Apenas poderei afirmar que os alunos desta turma resistem sempre pela negativa a qualquer trabalho porque a escola é, na sua perspectiva, um espaço de divertimento mais do que um espaço de trabalho.
Digamos que é uma Escola a fingir onde TUDO É PERMITIDO!
É muito fácil não ter problemas com os alunos.
Basta concordar com eles e obedecer aos seus caprichos.
Esta não é, para mim, uma solução apaziguadora do meu estado de espírito.
Antes pelo contrário.
A seriedade é uma bússola que sempre me orientou mas tenho que confessar, não raras vezes, sinto imensas dificuldades em estimular o apetite pelo saber a alunos que têm por este um desprezo absoluto. As generalizações são abusivas
Neste caso, não se trata de uma generalização abusiva mas de uma verdade inquestionável. Permitam-me um desabafo: os Cursos Profissionais são o maior embuste da actual Política Educativa.
Acabar com estes cursos?
Não me parece a solução.
Alterem-se as regras.
Factos ocorridos na sala de aula:
Primeiro Facto:
Dei início à aula não sem antes solicitar aos alunos que se acomodassem nos seus lugares. Todos o fizeram exceptuando o aluno ***********, que fez questão de se sentar em cima da mesa com a intenção manifesta de boicotar a aula e de desafiar a autoridade da professora.
Dei ordem ao aluno para que se sentasse devidamente e este fez questão de que eu o olhasse com atenção para verificar que ele, ***********, já estava efectivamente sentado e ainda que eu não concordasse com a sua forma peculiar de se sentar no contexto de sala de aula, seria assim que ele continuaria: sentado em cima da mesa. Por três vezes insisti para que o aluno se acomodasse correctamente e por três vezes o aluno resistiu a esta ordem.
Reacção da maioria dos elementos da turma: Risada geral.
Reacção do aluno *********: Olhar de agradecimento dirigido aos colegas porque afinal a sua “ousadia” foi reconhecida e aplaudida.
Reacção da professora: sensação de impotência e quebra súbita da auto-estima.
Senti este primeiro momento de desautorização como uma forma que o aluno, instalado na sua arrogância, encontrou de me tentar humilhar para não se sentir humilhado.
Como diria Gandhi, “O que mais me impressiona nos fracos, é que eles precisam de humilhar os outros, para se sentirem fortes…”
Saliento que neste primeiro momento da aula a humilhação não me atingiu a alma embora essa fosse manifestamente a intenção do aluno.
Segundo Facto:
Dei ordem de expulsão da sala de aula ao aluno **********, com falta disciplinar. O aluno recusou sair da sala e manteve-se sentado em cima da mesa com uma postura de “herói” que nenhum professor tem o direito de derrubar sob pena de ter que assumir as consequências físicas que a imposição da sua autoridade poderá acarretar.
Nem sempre um professor age ou reage da forma mais correcta quando é confrontado com situações de indisciplina na sala de aula. Deveria eu saber fazê-lo? Talvez! Afinal, a normalização da indisciplina é um facto que ninguém poderá negar. Deveria ter chamado o Director da Escola para expulsar o aluno da sala de aula? Talvez…mas não o fiz. Tenho a certeza de que se tivesse sido essa a minha opção a minha fragilidade ficaria mais exposta e doravante a minha autoridade ficaria arruinada.
Dirigi-me ao aluno e conduzi-o eu própria, pelo braço, até à porta para que abandonasse a sala. O aluno afastou-me com violência e fez questão de se despedir de uma forma tremendamente singular: colocou os seus dedos na boca e em jeito de despedida absolutamente desprezível, atirou-me um beijo que fez questão de me acertar na face com a palma da mão. Dito de uma forma muito simples e SEM VERGONHA: Fui vítima de agressão. Pela primeira vez em aproximadamente vinte anos de serviço.
Intensidade Física da agressão: Média (sem marcas).
Intensidade Psicológica e Moral da agressão: Muito Forte.
Reacção dos alunos: Riso Nervoso.
Reacção do aluno **********: Ódio visível no olhar.
Reacção da professora: Humilhação.
Ainda que eu saiba que a humilhação é fruto da arrogância e que os arrogantes nada mais são do que pessoas com complexos de inferioridade que usam a humilhação para não serem humilhados, o que eu senti no momento da agressão foi uma espécie de visita tão incómoda quanto desesperante. Acreditem: a visita da humilhação não é nada agradável e só quem já a sentiu na alma pode compreender a minha linguagem.
Terceiro Facto:
O aluno preparava-se para fugir da sala depois de me ter agredido e, conforme o Regulamento Interno determina, todos os alunos que são expulsos da sala de aula terão que ser conduzidos até ao GAAF, Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família. Para o efeito, chamei, sem êxito, a funcionária do Pavilhão A, que não me conseguiu ouvir por se encontrar no rés-do-chão. Enquanto tal, não larguei o aluno para que ele não fugisse da escola (embora lhe fosse difícil fazê-lo porque os portões da escola estão fechados).
Mais uma vez, o aluno agrediu-me, desta vez, com maior violência, sacudindo-me os braços para se libertar e depois de conseguir o seu objectivo, começou a imitar os movimentos típicos de um pugilista para me intimidar. Esta situação ocorreu já fora da sala de aula, no corredor do último piso do Pavilhão A.
Reacção dos alunos (que entretanto saíram da sala para assistir à cena lamentável de humilhação de uma professora no exercício das suas funções): Risada geral.
Reacção do aluno ********: Entregou-se à funcionária que entretanto se apercebeu da ocorrência.
Reacção da Professora: Revolta e Dor contidas que só o olhar de um aluno mais atento ou mais sensível conseguiria descodificar. Porque, acreditem: dei a aula no tempo que me restou com uma máscara de coragem que só caiu quando a aula terminou e sem que nenhum aluno se apercebesse. Entretanto, a funcionária bateu à porta para me informar que o aluno queria entrar na aula para me pedir desculpa pelo seu comportamento “exemplar”.
Diz-se que um pedido de desculpas engrandece as partes: quem o pede e quem o aceita. Não aceitei este pedido por considerar que, fazendo-o, estaria a pactuar com um sistema em que os professores são constantemente diabolizados, desprestigiados e ameaçados na sua integridade física e moral.
Em última análise, a liberdade não se aliena.
O aluno escolheu o seu comportamento.
O aluno deverá assumir as consequências do comportamento que escolheu e deverá responder por ele.
É preciso PUNIR quem deve ser punido.
E punir em conformidade com a gravidade de cada situação.
A situação relatada é muito grave e deverá ser punida severamente.
Sou suspeita por estar a propor uma pena severa?
Não! Estou simplesmente a pedir que se faça justiça.Vamos ser sérios. Vamos ser solidários. Vamos lutar por uma Escola Decente.
Ps: Este caso já foi participado na Polícia e seguirá para Tribunal.
Ermesinde, 30 de Março de 2010
A Professora Leonídia Marinho