sábado, 18 de dezembro de 2010

M 323 - ESCAPATÓRIAS...

Maneiras "distraídas" de viver a vida…


O Fernando foi um homem de valor. Trabalhou e subiu na vida graças aos seus méritos. E era bom em tudo que se metia.
Tinha um sentido de humor muito especial e uma maneira um “bocado distraída” de viver a vida que “era mesmo”…só dele.
Conseguiu virar um Volkswagen (de cor verde alface) numa curva a caminho do seu local de trabalho e andou 100 metros – até à porta da Fábrica – de lado…
Sem sofrer uma beliscadura.
Quem se assustou mais foi o porteiro da Fábrica quando viu o carro aproximar-se em… apoio lateral!
Os responsáveis da Volkswagen diziam que este carro era impossível de capotar ou virar-se.
O Fernando conseguiu essa proeza!

Mas não se ficou por aí…



Na encosta de um vale lindíssimo , no sopé da Serra dos Candeeiros perto do local onde terá passado o exército de D.Afonso Henriques quando em 1147* conquistou Santarém aos Mouros, havia (e ainda há) o Restaurante do Carrascal .
O prato forte da casa era um prato de bacalhau.
Quando serviam o seu célebre “bacalhau à Maria Matos”o restaurante enchia até à porta.
E quase sempre havia que esperar um bom bocado para conquistar um lugar sentado frente a “um” Maria Matos…
O Fernando (primeiro nome do protagonista desta história Fernando da Cruz Santos) aguardava esfomeado que chegasse à mesa o “seu” bacalhau.
Em mesa próxima alguém insistia com o Fernando que ele conhecia diversas pessoas da sua família.
O Fernando ia dando o”troco” possível à conversa …sem muito entusiasmo.
Queria mesmo era comer o bacalhau “à Maria Matos”. E o vizinho da mesa insistia. O senhor até conhece e minha mulher! O Fernando conseguiu comer a primeira garfada e respondeu.
Então o senhor é casado com…?
Com a minha mulher !
Ah pois!


E…finalmente o Fernando conseguiu comer descansado.


O vizinho falador da mesa mais próxima ficou embatocado.
Com a sua maneira um“bocado distraída” de viver a vida o Fernando desarmava o mais “pintado”… e o mais chato.


Esta história verídica terá cerca de vinte anos.
Ainda esta manhã quando falava com um vizinho “chato” ,que me tentava explicar quem era uma pessoa de quem eu não me lembrava …que era filha de “beltrano” e casada com “cicrano” eu me safei contando a história do Fernando.
Portanto o tipo era casado com…a mulher!!!
E escapei-me.
Não tem nada que enganar. Resulta sempre.


JERO


* Em 1147, a moura renegada Zuleiman apresentou-se nos paços de Coimbra na presença de D. Pedro Afonso, irmão do primeiro rei de Portugal, surpreendendo o infante com a revelação que aquela seria a melhor altura para conquistar Santarém. Zuleiman despeitada por ter sido abandonada por Muhamed, o alcaide de Santarém, queria vingar-se dando aos cristãos as informações que tinha sobre a defesa do castelo. Entretanto, D. Afonso Henriques já tinha enviado o seu cavaleiro Mem Ramires a Santarém para estudar o inimigo e a astúcia e a cautela do cavaleiro foram fulcrais para a decisão do ataque.


Conta a lenda que foi na serra dos Albardos(ou dos Candeeiros) que o primeiro rei de Portugal fez a promessa de construir um mosteiro se Deus lhe desse a vitória. Mem Ramires segurou a escada contra as muralhas por onde entraram os soldados e Santarém amanheceu cristã. O mosteiro de Alcobaça foi construído em cumprimento de um voto do primeiro rei de Portugal.







sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

M 322 - AS VOLTAS QUE O MUNDO DÁ ...

AS VOLTAS QUE O MUNDO DÁ!!!





EM 1949
 - A MAIORIA DOS INTELECTUAIS ACREDITAVA QUE O COMUNISMO SALVARIA A CHINA.








EM 1969
- OS MESMOS INTELECTUAIS ACREDITAVAM QUE A CHINA (COM SUA REVOLUÇÃO CULTURAL) SALVARIA O COMUNISMO (QUE, APÓS ESTALINE E A PRIMAVERA DE PRAGA, FINALMENTE COMEÇOU A SER DESACREDITADO COMO IDEOLOGIA).


EM 1979
 - DENG XIAO PING PERCEBEU QUE SOMENTE O CAPITALISMO SALVARIA A CHINA.



EM 2009
 - O MUNDO INTEIRO ACREDITA QUE SOMENTE A CHINA PODE SALVAR O CAPITALISMO.*

 * Piada que circula nos meios financeiros de Hong Kong

E não será... que... já deixou de ser piada,
 perguntamos nós!?

JERO


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

M 321 - EM TEMPO DE NATAL...UM PADRE ESPECIAL

ENTREVISTA
Por onde passa o Padre Carlos Jorge Vicente não deixa ninguém indiferente.
É, por muitas e variadas razões, um padre diferente.Um padre “novo” que não o é só na idade…
Aproxima-se o segundo Natal que vai passar como Pároco de Alcobaça. No ano anterior já cá estava mas acumulava mais 2 paróquias: Maiorga e Cós. Independentemente das perguntas espectáveis, gostaríamos de lhe colocar algumas outras questões. Do que lhe conhecemos não o vão embaraçar.

Seguem-se as perguntas espectáveis.

1) Que balanço faz dos seus primeiros tempos em Alcobaça?
A primeira impressão que me surge tem sinal positivo. Não pelo que FIZ, mas pelo que FIZEMOS até agora e estamos a delinear para o futuro. Um pároco não age sozinho, mas em comunhão com os paroquianos (particularmente os que constituem o Secretariado Permanente do Conselho Pastoral), que partilham com ele o desafio de construir uma comunidade, da qual ele é o pastor, em nome do Senhor Patriarca. Do que aconteceu ao longo deste tempo destaco, não o que já concretizámos, e que nos enchem de satisfação, mas a vontade e o empenho de muitos que oferecem o seu tempo e disponibilidade para serem ‘pedras vivas’ de um outro ‘Mosteiro invisível’ que também existe em Alcobaça. É um prazer ser pároco no meio de gente assim. Sejam crentes ou não crentes.
2) E das outras paróquias por onde passou (Maiorga e Cós)?
O pouco tempo que estive com os paroquianos da Maiorga e de Cós não foi suficiente para realizarmos muitas acções, nem programarmos um plano pastoral para as comunidades. Da minha parte ficou, por um lado, uma grande tristeza por não conseguir continuar (acumulei as duas paróquias pelo facto do ex-pároco, Padre José, ter adoecido), por outro, alegria por ter encontrado gente boa, dinâmica e com amor a Jesus, gratidão pela simpatia com que fui tratado, e ligações de amizade que nasceram entre muitos de nós (e que eu desejo que continuem). Gostei muito de ter ‘passado’ por Maiorga e Cós.
3) O que mais gosta na sua paróquia?
O que mais gosto na paróquia são os paroquianos e as paroquianas. Que o Mosteiro e os doces me perdoem…
4) O que gostaria de mudar?
Tudo o que impede as pessoas de serem felizes e livres. O primeiro mundo a mudar é o nosso coração. Há muitos ‘ambientes’, ‘poses’, e ‘ritmos’ que necessitam de ser transformados.
5) Que balanço faz de Alcobaça cultural?
Estou agradavelmente surpreendido com as várias propostas culturais que foram apresentadas em Alcobaça (Concelho), ao longo do tempo em estou por aqui. Destaco, como não podia deixar de ser, o Cistermúsica. Como não conheço a programação de anos anteriores não posso responder mais do isto.


E agora as outras.


6) Em termos históricos qual a época mais marcante?
A que vivemos hoje. Todas as épocas foram importantes. Aconteceram. Com os seus vários tons. É fundamental conhecer e aprender com os que viverem antes de nós, e foram os construtores do nosso passado, que demarcaram eras e nos legaram a sua heranças, mas é muito mais apaixonante sentirmo-nos protagonistas do momento presente e daquilo que vamos oferecer aos que vêm depois de nós. Ou seja, para mim, a época mais marcante em termos históricos é esta que estamos a construir. O futuro começa agora.
7) Que livro e que o autor preferido?
Já perdi a conta aos livros que li. Não consigo destacar nenhum. O mesmo para os autores. Cada obra que leio é especial. É um diálogo entre mim e o(a) escritor(a). Claro que se fosse ‘obrigado’ a escolher apenas um livro então não teria qualquer hesitação: a Bíblia. Não apenas por motivos religiosos (como é de compreender no meu caso) mas também por motivos culturais e estéticos. Na Bíblia estão todas as respostas às grandes questões da humanidade. Respostas de Deus. A Bíblia é o Livro dos livros.
8) Gosta de cinema? Qual o filme da sua vida?
Sou um grande apreciador de cinema (e também de teatro). Não consigo eleger nenhum filme em particular. Todos os que vejo me interpelam. Já presenciei filmes relativamente fracos em termos de mensagem ou de qualidade artística, mas que, mesmo assim, fizeram-me reflectir.
9) Música ou intérprete preferidos?
Sou um apaixonado por música e ouço quase de tudo. Claro que dentro deste ‘tudo’ selecciono e faço escolhas. Com o tempo vamos apurando os nossos conhecimentos, sensibilidade e critérios. Não consigo dizer qual a música ou intérprete preferido. Se me perguntasse quais eram as 1000 músicas e intérpretes preferidos poderia responder-lhe.
10) Qual o espectáculo que não vai esquecer nunca?
O próximo que for presenciar.
11) Um vício?
Sou um leitor compulsivo. Deve haver um nome para este ‘drama’…
12) Um defeito?
Ainda bem que me pede que lhe confidencie apenas um defeito. Se me desse mais liberdade penso que não haveria espaço no jornal para a lista que eu podia elaborar. Resposta: tenho a mania de desinstalar e acordar toda a gente. É grave, sim, reconheço. E, às vezes, o meu ritmo para o andamento dos acontecimentos não é o mesmo de Deus; e, por isso, surge-me alguma impaciência interior. Mas também tenho uma ou duas qualidades…
13) Um passatempo?
Digo-lhe três: ler (o mais que puder), ouvir música (a toda a hora, se tal fosse possível) e tocar guitarra (e se tiver outros músicos ao lado, melhor ainda). Mas há mais…
14) Alguém especialmente marcante na sua vida?
Para além do meu pai e mãe (que estão, claramente, em primeiro lugar) e das minhas irmãs, cunhados e sobrinhos (que, curiosamente, também estão em primeiro lugar), o Papa João Paulo II.
15) Tem algum sonho por realizar? E dos realizados qual o mais importante?
Sonho por realizar: o próximo que Deus vai colocar dentro de mim. Dos sonhos concretizados destaco o facto de ser padre, ou seja, ter tornado realidade o sonho que Deus tinha para mim.
16) Um lema de vida?
Viver no dia-a-dia, com coerência, o maior dom que me foi oferecido: o baptismo. Ou seja: tentar amar os outros como Jesus me ama. É uma fórmula mais fácil de decorar…
E finalmente uma mensagem aos leitores de O ALCOA.
O que apetece dizer em primeiro lugar é um imenso OBRIGADO a todos os que, ao longo destes anos de vida d’ O Alcoa’, o construíram e o leram. Um jornal vive desta cumplicidade.
Conhecem, melhor que eu, o trajecto que ‘O Alcoa’ realizou até hoje. Já ouvi muitas histórias. Umas bonitas; outras nem tanto. Deixemos para trás o que pertence ao passado e enfrentemos o futuro. Vamos continuar a remodelar o jornal. Para que ele seja cada vez melhor. Para que seja mais de todos. Os principais responsáveis pela elaboração de ‘O Alcoa’, com quem já tenho uma agradável relação de amizade, estão com vontade e disponibilidade para avançar. E, porque é um jornal da Paróquia de Alcobaça, deve constituir um motivo de desafio para uma colaboração de paroquianos. Pode ser a do amigo ou amiga que está agora a acabar de ler esta linha?
Agradeço a paciência que manifestaram para conseguirem chegar até aqui. Ou seja: ao fim.

Em tempo de Natal…Pe.Carlos Jorge um entrevistado especial!

JERO

Respigado do quinzenário O ALCOA de 16 de Dezembro de 2010 (nº.2248)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

M 320 - OS "PEQUENOS NADA" DA VIDA

SABEDORIA POPULAR

OS”PEQUENAS NADAS” DA VIDA…
O Pedro, um jovem de 13 anos, acompanhava habitualmente o pai nas idas à taberna da aldeia.
Vivia numa zona rural e depois da “escola” ajudava nas tarefas caseiras.
Na fazenda, que circundava a casa dos seus pais e avós , pegava na sachola ou no ancinho dia sim, dia sim e ia aprendendo o que a vida custa.
Os trabalhos agrícolas eram duros e as idas à taberna com o seu pai eram sempre momentos bem-vindos.
Fascinavam-no as conversas do seu pai com os mais velhos, nomeadamente, quando essas conversas evocavam recordações da guerra do Ultramar..
Se tentava meter a sua “colherada” não lhe davam grande atenção. Era ouvir e calar.
Quando o seu pai bebia o seu copo de vinho soltava um “ah” de satisfação, que parecia ficar a pairar algum tempo no ambiente acolhedor da taberna.Quase que se podia “ouvir” o silêncio entre as conversas dos amigos de seu pai.


Aqueles “aaahh” de satisfação eram momentos “únicos”…Pareciam fazer parte de um ritual monástico, salvaguardadas as devidas proporções. Quando o pai esvaziava o copo e batia com ele, já vazio, no balcão o “aaahh”, já tantas vezes ouvido, surpreendia sempre o Pedro que seguia com olhar o momento de prazer do seu pai. Que bom devia ser beber um copo. Quando é que ele teria direito a fazer um “aaahh”!?

O tempo ia passando e o Pedro um dia atreveu-se a pedir ao pai: - “Quando é que eu posso fazer um “aaahh”?”
O olhar que o seu pai lhe deitou antecipou a resposta que bem lhe custou a ouvir: «Ainda és muito novo para fazer um “aaahh”.»
Passou o Verão, chegou o Outono e o Pedro pensou que já tinha acumulado “créditos” para mais um pedido. E num dia em que tudo tinha corrido especialmente bem nos trabalhos da escola e da fazenda arriscou: “Oh pai, quando é que eu posso fazer um “aaahh”?”
Teve direito a mais resposta negativa mas, desta vez, pareceu-lhe que o Pai tinha feito um compasso de espera antes de proferir o “não”. Saiu chateado da taberna e voltou sozinho para casa.
No dia seguinte o Pedro fez mais uma tentativa. “Oh Pai quando é que eu…”.
Para sua surpresa o pai disse para o taberneiro. “Oh Grazina, dá lá um copo ao rapaz”.
Pareceu-lhe que tinha havido um piscar de olhos entre ambos mas…o seu copo finalmente “aterrou” no balcão.
O Pedro pegou-lhe com o coração a palpitar e com os olhos a brilhar preparou-se para soltar o seu primeiro “aaahh”.
Bebeu o primeiro golo e arrepiou-se todo .Soltou um “iiiihh” prolongado… Tentou um segundo golo e o seu “iiiiiiihhh” foi ainda mais prolongado. Olhou para o copo com asco … e sentiu a mão do pai nas suas costas.
- “Como vês ainda não tens idade para fazer um “aaahh”.
O Pedro teve que reconhecer que sim e saiu para a rua para apanhar ar. O pai ficou um pouco trás e, bem disposto ,disse ao Grazina:- “Eh pá não poupaste no vinagre. Fico-te a dever uma”.
Só muito mais tarde o Pedro soube da “marosca” e ..percebeu como o seu Pai tinha sido sábio.
De facto o vinho não deve ser bebido por gente nova…e que há idade para tudo…
Esta história é verdadeira e passou-se numa freguesia perto de Alcobaça.

Infelizmente os pais dos miúdos da cidade nem sempre têm tempo para estar tão presentes nas vidas dos seus filhos. Nomeadamente nas suas saídas nocturnas, quando consomem e fazem“aaahh’s” antes de tempo…

Os tais “pequenos nadas” da vida que podem vir a fazer toda a diferença!
Eh ou não “eeehh” !?
JEROOO…





quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

M 319 - O ÓSCAR

Estou ligado ao CEERIA desde há uma boa dúzia de anos.
Como elemento de uma das Direcções sob a Presidência de João Teodósio colaborei na edição de um boletim a que então chamámos "CEERIA ACONTECE".Aconteceu em Dezembro de 1999.
A história que hoje reproduzo é, na minha opinião, uma das mais bonitas da história da Instituição, que recentemente festejou 34 anos.
JERO

O ÓSCAR
Esta história ainda não tem fim, ainda está longe disso, mas pode começar desde já a ser contada.
É uma história sobre uma "viagem", muito especial, que envolve  muitos sentimentos, muitas emoções.
A "viagem" começou no dia 12 de Novembro de 1991 e ainda não parou desde aí. Cheguei ao CEERIA, cheia de medos e hesitações. No entanto, nesse mesmo dia conheci um conjunto de pessoas, oS protagonistas desta "peça", que me conquistaram e me encorajaram a seguir em frente.
Uma dessas pessoas era o Óscar, rapaz simpático, bastante carinhoso, embora ocioso. Sempre adorou ouvir música, passando na época bastante tempo abstraído no seu mundo.
 A sua mãe, tinha na altura um sonho, que o Óscar soubesse escrever o nome.
Sempre se concentraram esforços no sentido de realizar esse desejo.
Então o Óscar passava o tempo a copiar o nome, a picotar o nome, a pintar o nome, etc.
No entanto ele continuava sem saber escrever o nome.
Um dia, em conversa com esta mãe dedicada e atenciosa, refletimos em conjunto, que talvez houvessem muitas outras coisas que o Óscar pudesse realizar e pelas quais se interessasse mais, e que acima de tudo o realizasse , e o fizesse sentir bem consigo próprio.
Alguns anos se passaram, e nesta etapa desta "viagem" o Óscar escreve o nome, mas para além disso o Óscar participa activamente numa oficina de carácter produtivo do Centro de Actividades Ocupacionais, o Óscar utiliza os transportes públicos autonomamente, o Óscar trata do seu próprio passe, o Óscar pratica com eficácia canoagem, o Óscar...
Anabela Bento


Estive com o Õscar e sua Mãe há poucos dias no CEERIA.
Como ele cresceu e está ligado à  sua Mãe!
 É um gosto vê-los abraçados.
Mas hoje queria homenagear o CEERIA na pessoa da Anabela Bento, que trabalha na Instituição desde 1991.
Foi graças a si que o Óscar aprendeu a escrever o nome e a crescer num mundo que lhe foi tão adverso quando a ele chegou.

Obrigada ANABELA.
Obrigado CEERIA.

Maria Helena Guerra , que desde 1999, faz parte dos Orgãos Sociais do CEERIA escreveu então uma mnsagem em que dizia que só faz sentido haver  o Centro se a comunidade estiver presente.
A solidariedade deve começar pelos que estão mais perto.
As portas estão abertas...
A TODOS OS VOTOS DE BOAS FESTAS E UM NOVO ANO MUITO FELIZ.

Subscrevo e renovo os meus agradecimentos a todos que continuam a manter acesa a "chama" de esperança do nosso CEERIA.
JERO

domingo, 5 de dezembro de 2010

M 318 - CEERIA FEZ TRINTA E QUATRO ANOS

34º. ANIVERSÁRIO DO CEERIA

Aprende-se sempre alguma coisa quando se vai ao CEERIA…
No passado dia 3 de Dezembro a Instituição celebrou o 34º. Aniversário da sua fundação.
Houve direito a bolo de anos, com as respectivas velas, e cantou-se “os parabéns a você”.
Antes e depois do “bolo” registaram-se alguns testemunhos que valerá a pena recordar.
Estiveram no palacete “cor de rosa” ao cimo da Rua do Castelo, em Alcobaça, representantes da Câmara Municipal. A vereadora Mónica Batista, e o seu assessor Júlio Moura, distribuíram simpatia e levaram prendas para o CEERIA.
Tiveram agradecimentos e alguns pedidos. Que ficaram em “pendentes”…
José Ferreira Belo, Presidente da Direcção do CEERIA, tem o verbo fácil e acertado (ou não fosse na “vida civil” advogado e professor…) e não deixou passar a oportunidade sem dizer algumas verdades. Que não podem ser ignoradas.
«Ser pessoa com deficiência já não é um anátema mas…está muita coisa por fazer. Nos últimos tempos constroem-se vilas e cidades para os automóveis e não para as pessoas. Todas as garagens têm os passeios rebaixados para facilitar a entrada e saída das viaturas. Mas o mesmo já não acontece nas passadeiras para peões. Quem tiver que se deslocar em cadeira de rodas não tem a vida facilitada. Quando em Alcobaça se chega à zona histórica, frente ao Mosteiro, as barreiras arquitectónicas existentes são ainda mais difíceis de ultrapassar.»
José Ferreira Belo “não dá ponto sem nó” e teve consigo, para reforçar o seu discurso, dois jovens universitários (de 19 anos) que, quando ainda frequentavam o 12º. Ano, fizeram um trabalho na área de projecto exactamente sobre “Acessibilidades & Deficiência Motora”.
Carlos Filipe e Fábio Monteiro contaram a sua experiência que incluiu até deslocações em cadeiras de rodas! Não foi só teoria mas também prática. O grupo do 12º. LHA (de que ainda faziam parte Bernardo Moura, Emanuel Boarqueiro e Pedro Oliveira) comprovou a necessidade de sensibilização da sociedade para o tipo de problemas que pessoas, como os utentes do CEERIA, deparam no seu dia a dia.

«As maiores barreiras não são as arquitectónicas mas sim a falta de informação e os preconceitos que ainda existem relativamente a este assunto»
A Vereadora Mónica Batista ouviu atentamente e reconheceu que as diferenças vão continuar. Admitiu ainda que quanto às acessibilidades haverá que mudar quase tudo.
Quando? Não disse.«Não se pode fazer num ano o que não se fez em muitos anos..».
Mas falou com esperança e entusiasmo num protocolo (ALCOBAÇA COMIGO) que poderá alterar alguma coisa…
Haverá que sensibilizar a sociedade e começar por algum lado, dizemos nós.
Porque não começar por melhorar as passadeiras para os peões?
O CEERIA merece. E Alcobaça e o seu Concelho também.

Aprende-se sempre alguma coisa quando se vai ao CEERIA…


JERO

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

M 317 - HINO À VIDA

Era um vez uma princesa que nasceu no Outono.
Depois de dias e dias de chuva e vento, o sol surgiu num céu azul celeste para celebrar aquele nascimento.
Seus pais deram-lhe o nome de Maria porque nenhum outro lhes pareceu encaixar tão bem naquele rosto sereno.
Conta a lenda que em vez de chorar,Maria sorriu e ao mundo pareceu dizer: - vim dar sentido a todos aqueles que vão partilhar comigo a minha vida.
Seus pais embevecidos mandaram notas pro universo dando conta daquele nascimento, que deu alento às suas existências.
Hoje são tão mais ricos do que algum dia acalentaram ser e para sempre os três começaram a escrever a sua história:
Era uma vez uma princesa..

Nota: Fui um dos contemplados com uma das "notas" das que foram para o universo em forma de SMS.
Foi uma das mensagens mais bonitas que até hoje recebi por telemóvel.
Um autêntico Hino à Vida.
Parabéns MARIA pelos maravilhosos PAIS que escolhestes.
De Alcobaça com muita amizade,
JERO