quarta-feira, 4 de novembro de 2009

M93-SISMO; AÇORES; FLORES; CALDEIRAS EM MUNDO DE BELEZA ETERNA


Sismo de magnitude 6 na região dos Açores
Um sismo de magnitude 6 na escala de Richter foi registado esta quarta-feira,dia 4 de Novembro, no Oceano Atlântico a 450 km da ilha das Flores, nos Açores. De acordo com o Instituto de Geofísica norte-americano o sismo foi registado às 18h44.

Esta notícia de "ultima hora" fez-me recordar uma visita que no ano de 2002 fiz ao Arquipélago dos Açores.Visitei 5 das 9 Ilhas. Foi um deslumbramento. Tirei centenas de fotografias. E fiz alguns textos. Seleccionei alguns dos que encontrei para partilhar com os visitantes do meu blog.Os Açores são nos "arredores do Paraíso".É obrigatório visitar pelo menos uma vez na vida!


ILHA DAS FLORES (1)
ILHÉU DE ÁLVARO RODRIGUES

... encontrar ao longos destas arribas escarpadas um Ilhéu com o nome de um amigo foi uma grata surpresa !...

A Ilha foi descoberta por volta de 1452 por Diogo Teive e seu filho João Teive.
O povoamento definitivo é feito a partir de 1504 pelo capitão- donatário João da Fonseca de Évora.

Será que da sua comitiva teria feito parte um pequeno frade (um Fradinho) que teria dado nome a este Ilhéu belo e altivo !?...

Fica o enigma para o meu amigo Álvaro Rodrigues Fradinho,
nascido cinco séculos mais tarde na região de Aveiro ,em terras de homens do mar ,investigar !...
ILHA DAS FLORES (2)

CALDEIRAS COM FEITIÇO

... a estrada que percorremos até este local fantástico
(como evitar lugares comuns !...),
moldada à paisagem açoreana a que já nos vamos habituando,
deixa de repente de ter significado porque entramos em” levitação”:-

o que vimos à nossa frente faz-nos parar de olhos arregalados...

Duas caldeiras sobrepostas,
quase uma em cima da outra !?
Como é possível,
como foi possível !

O roteiro que nos acompanha identifica-as como a
Caldeira Funda,
que se afunda até aos 22 metros,
com os tufos das hidrângeas como se quisessem molhar os pés,
e mais a cima, à direita,a
Caldeira Rasa,
fazendo jus ao seu nome,
com margens de vertentes baixas e dóceis.

Será que iremos descobrir coisas ainda mais surpreendentes!?

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

M92-20 ANOS APÓS A QUEDA DO MURO DE BERLIM




A queda do muro de Berlim
Última atualização em 02/11/2007 23:01:53



Pressão social provoca queda do muro de Berlim em 1989


Considerado um dos maiores símbolos da Guerra Fria, o muro deixou de existir em 8 de novembro de 1989.

A queda do muro de Berlim simbolizou o desmoronamento do comunismo na Europa Central e Oriental, que começou na Polônia e na Hungria.
Confrontado com um êxodo maciço de sua população para o Ocidente, o Governo da Alemanha Oriental abriu as suas fronteiras. Foi a reunificação da Alemanha após mais de 40 anos de separação e a sua parte oriental integrada a CEE em Outubro de 1990.Berlim, 13 de agosto de 1961.

Em questão de horas, uma barreira passou a dividir os setores leste e oeste da cidade. Nascia o que ficou conhecido como Muro de Berlim.

Em 1989 já havia já muita incerteza sobre o futuro da Alemanha Oriental.

Nos meses anteriores, milhares de alemães orientais conseguiram atravessar para o lado Ocidental, da mesma forma como acontecia antes da construção do Muro de Berlim, e centenas de pessoas saíram às ruas em manifestações.
Apesar das agitações sociais, o governo da Alemanha Oriental permanecia impassível: em 7 de outubro de 1989 - menos de um mês antes da queda do muro, em 9 de novembro - autoridades festejaram a fundação do Estado da Alemanha Oriental. Mas o aparente descaso com a emergência de um movimento social não barrou as manifestações.

Em 30 de outubro de 1989, mais de 300 mil pessoas se reuniram em Leipzig.

No dia 4 de novembro daquele mesmo ano, a multidão reunida em Berlim Oriental ultrapassou meio milhão de pessoas.

Três dias depois, o governo do primeiro-ministro Willi Stoph renunciou ao cargo; em 8 de novembro, foi a vez de Erich Honecker (1912-1994), o chefe de Estado.

Especula-se que um mal-entendido provocou a queda do Muro de Berlim.
O Ministro das Comunicações da época, Günter Schabowski, que estava de férias quando houve a promulgação da lei, lê apressadamente uma nota, em uma coletiva de imprensa, que dizia que os alemães poderiam cruzar a fronteira entre as duas Alemanhas sem qualquer permissão. Questionado quando a lei começaria a ser válida, ele respondera que naquele mesmo dia a legislação tinha entrado em vigor.

Milhares de pessoas foram imediatamente aos postos de comando do muro, exigindo sua passagem, e o muro caiu.
O Conselho de Ministros ainda não tinha aprovado as novas diretrizes, e os soldados nos postos fronteiriços foram tomados totalmente de surpresa pela multidão, sem qualquer orientação de como proceder.
Nesse dia, pela primeira vez em 28 anos, alemães de ambos os lados de Berlim se encontraram livremente.

Reação

O governo da Alemanha Ocidental reagiu, em um primeiro momento, de forma bastante reservada à queda do Muro de Berlim, mas pouco tempo depois, em 28 de Novembro daquele ano, o chanceler Helmut Kohl [1982-98] apresentou ao Parlamento alemão um programa para reunificação dos dois países.

Com isso, os dois governos passaram a trabalhar na união econômica e política, para a constituição de um só Estado.
Em 18 de maio de 1990, os Parlamentos dos dois países aprovaram o acordo que estendeu o sistema financeiro do Ocidente ao Oriente: o marco alemão ocidental era agora a moeda única para os dois países.
Em 12 de setembro de 1990, representantes dos dois Estados alemães, junto a líderes dos países vencedores da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) - EUA, União Soviética, França e Reino Unido - assinaram, em Moscou, um tratado que dava plena soberania ao novo Estado alemão, unificado.

Mas foi em 20 de setembro de 1990 que os dois Parlamentos aprovaram, finalmente, o tratado da reunificação dos dois Estados.

Em 2 de dezembro, foram realizadas as primeiras eleições parlamentares da Alemanha unificada, que tiveram como vencedores os democrata-cristãos e liberais, com a eleição de Kohl para a Chancelaria alemã.Mudanças

Em 1989, o mundo foi sacudido por uma série de revoluções que derrubaram os governos comunistas da Europa Oriental.
Em 9 de outubro, milhares de manifestantes da Alemanha Oriental se dirigiram aos postos de controle do Muro, exigindo que fossem autorizados a passar.
Os soldados ficaram quietos enquanto milhares de pessoas atravessavam a fronteira e pulavam o Muro.

Em busca de lembranças
Logo o Muro começou a ser demolido, e milhares de pessoas correram para agarrar pedaços dele para guardar de lembrança.
Longo trabalho
A demolição do muro continuou por muitos meses, e até hoje há partes dele que permanecem de pé.
Memória aos mortos

1065 pessoas morreram ao tentar escapar da Alemanha Oriental.




Fonte: Deutsche Welle Imagens: BBC Brasil

M91-MAS QUE SUCATA DE PAÍS É ESTE !?



QUEM RECEBIA PRENDAS DE JOSÉ GODINHO
Gestores
Altos quadros de empresas públicas receberam automóveis Mercedes e Audi.
Militares
Militares da Brigada de Trânsito e das equipas de Protecção da Natureza e Ambiente.
Penedos (pai e filho)
Mais de 200 mil euros em oito cheques na conta do arguido Paulo Penedos.
Finanças
Funcionários e chefias dos serviços de Finanças das áreas das empresas de Godinho (incluindo Esmoriz).
Empresas
Refer, CP, Petrogal, Lisnave e REN estão entre as empresas envolvidas.
Colaborador
Membros de executivos municipais, funcionários camarários e fiscais municipais.
OS ARGUIDOS
-Manuel Godinho Empresário
-Armando Vara Vice-presidente do BCP e antigo ministro
-José Penedos Administrador da REN e ex-secretário de Estado
-Paulo penedos Advogado, filho de José Penedos
-Lopes Barreira Empresário e fundador da Fundação para a Prevenção e Segurança Rodoviária
-António Paulo Costa Quadro superior da Petrogal
-José Contradanças Vogal da administração da IDD – Indústria de Desmilitarização e Defesa
-Carlos de Vasconcellos Quadro da Refer
-José valentim Quadro da Refer
-Manuel Guiomar Advogado
-Domingos Paiva Nunes Vogal do conselho de administração da EDP Imobiliária
-João Manuel Tavares Quadro da Petrogal de Sines
JOSÉ PENEDOS JÁ É ARGUIDO
O ex-secretário de Estado José Penedos (Presidente da REN) já foi constituído arguido. Só não o foi no primeiro dia da operação ‘Face Oculta’ – que na passada quarta-feira foi desencadeada pela Polícia Judiciária de Aveiro – porque estava fora do País. Encontrava-se em Madrid, a acompanhar uma visita presidencial.
Mal regressou, as autoridades entregaram-lhe a notificação para ser ouvido em primeiro interrogatório judicial. Está também indiciado por pertencer à rede que a PJ e o MP definem como "tentacular".
Armando Vara é outro dos ex-governantes que será interrogado e a quem o Ministério Público quer que sejam aplicadas medidas de coacção mais gravosas do que o termo de identidade e residência. Também será ouvido pelo juiz, em princípio, no final da próxima semana.
Armando Vara e José Penedos são tidos como "contactos" de Manuel Godinho.
A PJ de Aveiro diz mesmo que o primeiro chegou a receber dez mil euros de Godinho na sede do BCP, enquanto o segundo era o homem que executava as "ordens" do seu filho na Rede Eléctrica Nacional.
Paulo Penedos pelo menos garantia isso ao empresário das sucatas de Ovar, nos muitos contactos telefónicos que a PJ escutou.
José Penedos e Armando Vara também estiveram sob escuta e não é líquido se os indícios recolhidos são apenas os conhecidos.
As autoridades poderão ainda extrair certidões do caso para outros processos, que não estejam directamente relacionados com o empresário de Ovar e que exijam, deste modo, uma investigação autónoma.

VÍTOR CONSTÂNCIO INVESTIGA VARA JÁ HÁ VÁRIOS MESES
O Banco de Portugal iniciou um processo de averiguações a Armando Vara há vários meses quando recebeu a informação de que uma sociedade offshore estaria envolvida no esquema, apurou o CM. O facto de estarmos a falar do vice-presidente do BCP levou o supervisor a desencadear mecanismos de recolha de informações junto dos vários organismos do banco.
O facto de não estarmos perante crimes "bancários" dificulta a intervenção do regulador. Ao abrigo do Regime Geral das Instituições de Crédito alguém ser arguido por corrupção e tráfico de influências não é suficiente para cancelar o registo de idoneidade.
Constâncio defendeu a alteração do diploma, de forma a poder suspender preventivamente, administradores fora do quadro de saneamento dos bancos.
NOTAS

ERNANI LOPES: "GOLPADAZECA"
O antigo ministro das Finanças Ernani Lopes disse ontem que, na sociedade portuguesa, "vale tudo para enriquecer de qualquer maneira e depressa": "É a golpadazeca do ordinareco"
SÓCRATES: SEM COMENTÁRIOS
O primeiro-ministro escusou-se ontem, em Bruxelas, a falar sobre a operação ‘Face Oculta’ dizendo: "Como primeiro-ministro não comento casos judiciais"

OPERAÇÃO: NOME DE CABARÉ
A operação policial realizada pela Polícia Judiciária de Aveiro tem o mesmo nome de um conhecido cabaré, Face Oculta, situado na zona da Barra, no Litoral aveirense.
Esta investigação é mais uma bomba. Será que vamos ter mais um caso abafado pelos poderosos?

Recebi e-mail de amigo bem informado.



domingo, 1 de novembro de 2009

M90- NÃO BASTA APAGAR O FOGO


De vez em quando há coisas maravilhosas que valem a pena partilhar.

NÃO BASTA APAGAR O FOGO...
Foto da frente de combate ao incêndio que devastou a Austrália.

"Quem não entende um olhar, muito menos entenderá uma longa explicação.."
E-mail recebido do meu amigo António Filipe

M89-IGREJA DE NOSSA SENHORA DA PAZ


A Igreja de Nossa Senhora da Paz foi mandada construir pelo Fidalgo de Alcobaça, Silva da Fonseca para comemorar as pazes feitas entre os do Mosteiro e os povos de Alcobaça, por causa do domínio das eiras da Roda.
Templo de arquitectura popular, de pequeno alpendre com colunelas, mandado construir em 1693 e demolido em 1911.
In "Por Terras dos Antigo Coutos de Alcobaça", de Maria Zulmira Albuquerque Furtado Marques (pg.48 doCapítulo"Outras Igrejas de Alcobaça).
Reprodução fotográfica de aguarela de César Taveira.
JERO

M88-AINDA O BRAGA-BENFICA


Sp.Braga-Benfica
01 de Novembro de 2009 13:53h
Benfica melhor em "quase" tudo
Artigo
Por Sapo Desporto c/Lusa
O Braga venceu o jogo quente da nona jornada, por claros 2-0, o que reforça a expressão de que quem ganha é quem marca e é líder isolado. Segundo as estatísticas, o Benfica foi superior em quase tudo, menos no que garantia os três pontos.
O Benfica correu mais, sprintou mais, mas acertou na baliza as mesmas cinco vezes que o Sporting de Braga, muito mais eficaz, diz a estatística do jogo de sábado em que os minhotos se isolaram na liderança da Liga de futebol.
Com 91,128 quilómetros percorridos o Benfica fez mais 1808 metros do que o Sporting de Braga (89,320 km), com Ramires a ser o maratonista do jogo do Municipal de Braga - o único jogador a superar a barreira dos 10 km (10 337 metros).
Numa partida que ficou marcada pelas expulsões de André Leone e Cardozo ao intervalo, só oito jogadores superaram a barreira dos nove quilómetros percorridos, quatro de cada equipa.
No Benfica, além do já citado Ramires, Maxi Pereira (9982 metros), Saviola (9350) e Fábio Coentrão (9030) foram os mais esforçados, enquanto no Braga os jogadores que mais correram foram Vandinho (9800), Hugo Viana (9520), Paulo César (9519) e Alan (9219).
Curiosamente, até ao intervalo e até às expulsões foi o Braga a equipa que mais distância percorreu, com um total de 48,410 km, contra 48,324 km do Benfica.
Num jogo intenso do ponto de vista emocional e disputado debaixo de chuva foi no número de sprints que o Benfica se destacou, com quatro jogadores a superarem a barreira das dez acelerações, com destaque para o lateral uruguaio Maxi Pereira (20), bem à frente de Ramires (13), Pablo Aimar (13) e Fábio Coentrão (12), enquanto do lado do Sporting de Braga só Hugo Viana chegou às dez.
Com 58 ataques no total, mais do dobro dos 27 do Braga, o Benfica também se superiorizou nos remates (15 contra 11), mas ao volume ofensivo não correspondeu a qualidade, tendo as duas equipas acertado as mesmas cinco vezes na baliza, com a vantagem que fez toda a diferença de em duas delas os minhotos terem feito golo.

Benfica melhor em "quase" tudo.
Quase...

O pior foram as bruxas!!!

Digo eu...que não sou "bruxo".

JERO

M87-254 ANOS DEPOIS DE 1755


Memória dos efeitos do Terramoto em Alcobaça
Voltamos ao tema ,mais uma vez, em 1 de Novembro de 2009.

Quem é que não é sensível a esta grande catástrofe do dia 1 de Novembro de 1755!?
Grandes jornais nacionais fizeram “cadernos” notáveis sobre os 250 anos do terramoto de 1755.
Confesso que impressionado pela sua leitura, nomeadamente pelos trabalhos do “Expresso” de 22 de Outubro e da “Visão” de 27 de Outubro de 2005, resolvi à minha dimensão, pesquisar alguma coisa sobre os efeitos que o terramoto teria causado ao tempo em Alcobaça.
É dessa pesquisa documental e de algumas conversas com alcobacenses ilustres que apurei o que o leitor pode ler seguidamente.
Estragos profundos no castelo e em casas”[1]
“Um violento terramoto sacudiu Alcobaça e a sua periferia destruindo a Sacristia e o Refeitório do Mosteiro e derrubando as estátuas de D.João III, D.Henrique e D.João IV em falta na Sala dos reis, do Mosteiro. As nascentes do Rio Alcoa haviam secado completamente, só voltando a brotar a água aos 6-11-1775” [2]
“O castelo de Alcobaça serviu durante muito tempo de forte prisão até que foi arruinado pelo terramoto de 1755”[3]
De uma conversa com o Dr. Rui Rasquilho, especialmente em relação aos danos que o terramoto de 1755 teria causado no Mosteiro de Alcobaça, referiu-me algumas precisões em relação aos dados que entretanto eu já tinha pesquisado.
A abóbada da sacristia que caiu não foi a da parte de fora, pelo que os danos resultantes do terramoto nesta área do Mosteiro não foram tão catastróficos como é geralmente admitido. No entanto a Porta das Sacristia que chegou aos nossos dias não é da época.
O Colégio de Nossa Senhora da Conceição , que se situava por de trás do que é hoje a Ala Sul, foi gravemente afectado pelo sismo
.
[4]
Também as abóbadas da Hospedaria , na Ala Norte, abriram grandes fendas.
Caiu dos seu pedestal a estátua de D.Afonso Henriques, a mesma que veio a ser atingido por um raio em 1957.
Está por fazer uma investigação mais detalhada sobre este tema que eventualmente se poderia centrar nos arquivos nacionais que referirão através das relações de obras, outros danos nomeadamente em zonas do Mosteiro onde mais tarde esteve instalado o “Lar Residencial”.
O Engº. José Pedro Duarte Tavares no seu trabalho “Hidráulica –Linhas Gerais do Sistema Hidráulico Cisterciense em Alcobaça”, publicado no “Roteiro Cultural da Região de Alcobaça-A Oeste da Serra dos Candeeiros”[5] refere que no “Conjunto Edificado Monumental do Mosteiro de Alcobaça os efeitos da grande cheia de 11 de Novembro de 1772 causaram maiores prejuízos que o Terramoto do dia de Todos os Santos de 1755”.
Ainda em relação à Sacristia Manuelina escreveu Dom Maur Cocheril no seu livro “Alcobaça Abadia Cisterciense de Alcobaça” “que foi destruída pelo terramoto de 1755.Dela nada mais restam que o átrio da abóbada manuelina , verosimilmente análoga à da sacristia desaparecida , a porta de entrada e, do lado exterior, os contrafortes”.[6]
O mesmo autor sustenta na mesma obra [7] que “as estátuas dos reis de Portugal … da sala dos Reis…assentes em mísulas… a meia altura das paredes… no terceiro quartel do século XVIII …constava de vinte e três estátuas. Actualmente (Edição de 1981) consta (a colecção)só de dezanove estátuas e acaba na de D.José I. As que faltam foram partidas”.
E deixámos propositadamente para o final o registo do Vigário José de Almeida Brandão, que na sua obra “Memória Paroquial” refere os grandes estragos em Alcobaça com a minúcia que se segue:
“… no rossio, fronteiro ao Mosteiro, a maior parte das casas ruiu e, nas oito ruas , nos becos e cantos sem saída que então havia em Alcobaça ,as que o megacismo não derribou, ficaram abaladas e desaprumadas, e rendida quase toda a cantaria das janelas.O Real Mosteiro…igualmente padeceu ruína…com muito mais avolumada perda com respeito ao primor, valentia e custo das suas arruinadas partes. As abóbadas da sua grande e sumptuosa Igreja se abalaram e raxinaram com medonhas aberturas; o mesmo sucedeu ao seu grande refeitório… As abóbadas da sua sacristia se abateram e caíram por terra com considerável perda…Todas as mais abóbadas dos seus principais dormitórios e da noviciaria e enfermaria se arruinaram… Todas as mais partes de que se constitue o grande corpo do dito Mosteiro experimentaram gravíssima ruína caindo muitas paredes, e a capa de cantaria, que ornava a parte exterior da sua Igreja para a parte sul; e da mesma sorte alguns dos fortes arcos que fortificavam a capela-mor na sua circunferência pela parte exterior, e assim mesmo muitas colunatas do regular sobre claustro, que ornavam e firmavam seus primorosos arcos. O mesmo sucedeu ao claustro da Real Hospedaria e esta nas sua paredes e abóbadas recebeu tal ruína que a faz inabitável…Por efeito do formidável abalo de terra, o abundante manancial da Chaqueda, que abastecia o Mosteiro e a povoação criada à sua sombra,estancou, ficando sem água os frades e os outros moradores de Alcobaça.
Por isso, logo a 5 daquele fatal mês de Novembro a Comunidade acompanhada de infinito povo foi em procissão ao mesmo sítio onde a água nascia…e ali fez uma breve prática o Revº.Pe. Fr. Luís de S.Bento, Dom Abade que então era do Colégio da Conceição de Alcobaça… e todos tiveram a consolação de ver a fonte restituída ao seu curso natural prodigalizando com dantes a sua copiosa corrente”.
Por aqui nos ficamos com a sensação… que haverá ainda muito mais para pesquisar.
Mas quem dá o que tem…
JERO


[1] “VISÃO”Edição Especial – 27 de Outubro de 2005
[2]“Espaços ADEPA 1”,a pgs. 33” Alcobaça na panorâmica dos Sismos do continente português “.Texto de Domingos José Soares Rebelo.
[3] “Breve História de Alcobaça”a pgs.20, de Bernardo Villa Nova e Silvino Villa Nova.
[4] Imagem de “Alcobaciana”-Colectânea Histórica, Arqueológica, Etnográfica e Artística da Região de Alcobaça, por Aires Augusto Nascimento.
[5] Edição da C.M.Alcobaça com direcção e organização da ADEPA
[6] Pgs. 53 de “ Alcobaça Abadia Cisterciense de Alcobaça” .
[7] Pgs..97 de“Alcobaça Abadia Cisterciense de Alcobaça”